Quem lê / Who's reading

domingo, 22 de dezembro de 2013

Boas Festas!

Topo Gigio by Maria Perego Official FB Place


Hoje é dia 22 de Dezembro. Olho à volta e já vejo o Natal em todo o lado.
“Ainda não chegou a alguns corações…”, diz-me aquela pequena voz.”
“Não faz mal” – digo eu – Hoje está no meu, talvez um dia chegue a todos.”

Boas Festas a todos! Um Feliz Natal e um 2014 cheio de criatividade e de sonhos realizados!

Voltarei em Janeiro!



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Novos horizontes



Passeando pelo sótão dos meus pais, redescobri os livros "Novos Horizontes"!

"Novos Horizontes" é uma triologia, uma triologia que me marcou de uma forma diferente de outras. Sempre gostei de ler, mas depois destes livros, comecei a gostar de ler outras coisas.

Esta triologia é formado pelos meus livros de Português B do 10º ao 12º ano!
Ao olhar para eles, tive logo vontade de folheá-los e redescobrir alguns dos textos que lá estão, guardados para alunos de áreas científicas e económicas, como era o meu caso.

Com estes livros, e com a minha professora, de que ainda me lembro bem, descobri um lado novo dessa disciplina, que foi a interpretação de textos. Aprendi a reconhecer metáforas, alegorias, imagens, eufemismos e outras tantas figuras de estilo das quais - peço desculpa, 'stora Cristina - já não recordo o nome. Aprendi a reconhecer o simbolismo na descrição de um lírio em cima da mesa. A caracterização do espaço, e do tempo. E aprendi mais que o que estava no programa do Ministério, graças à minha professora que tanto nos incentivava!

E por isso não resistir a folhear todos os livros. Lá estavam os Maias, que na altura já reli, o Sermão de Santo António aos Peixes, Gil Vicente, as cantigas de amigo e de amor, Camões... Mais tarde, Antero de Quental, Mario Sá-Carneiro e Pessoa e seus heterónimos. Aliás, atrevo-me a dizer que as páginas com a poesia de Fernando Pessoa e Álvaro de Campos são as que têm mais notas, tantas, que quase ocupam todo o espaço livre deixado nas páginas! Nasceu aí a minha admiração pelos poemas desse génio da poesia portuguesa! E Sophia de Mello Breyner e seus Contos Exemplares. E claro, "A Aparição", que me fez descobrir tantos outros livros de Vergílio Ferreira, que estão ainda alguns na minha estante!

A páginas tantas, deparo-me com um pequeno desafio, que talvez na altura eu tenha achado que não era para mim... Mas que agora me fez sorrir:

"De todas as forma de expressão escrita, possivelmente para ti a criação de um poema será a mais difícil. E isto porque deves atender ao conteúdo e à forma (medida e rima) dos versos. Mas pensa que a poesia é considerada a forma mais perfeita e bela de expressão. E se é assim, vale bem a pena tentares escrever versos"
Obrigada a todos os poetas que li, e a todos os que, nos outros espaços, fazem o favor de ler as minhas tentativas de escrever versos!

Nota: "Novos Horizontes" é um livro escolar de Fernanda Costa, Francisco Martins e Rogério de Castro.

domingo, 17 de novembro de 2013

Descobrindo o Amor


Perguntaste-me se te amava. Eu respondi que não sabia. Que não sabia o que era o amor. Mas que ia descobrir.
A primeira ideia que tive foi ir ver no dicionário. Foi uma má ideia. Percebi isso, mesmo antes de ler. Dizia:

“Amor: substantivo, masculino, paixão, afecto”.

Muito técnico! E porquê “paixão”?  Sempre pensei que paixão fosse diferente de amor. Pode existir paixão sem amor… mas amor sem paixão…?
Ainda assim, já é um começo.
Talvez na música encontre mais alguma coisa…:

“Wise man say only fools rush in, but I can’t help falling in love with you…”

Conheces?
O que é que me diz? Que o amor é mais forte que nós, mais forte que a razão. Mas deve ser mais forte que isso.
Então lembrei-me daquele verso:

“Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer”

O que é que Camões tentou dizer? Talvez que o Amor não se consegue definir, que não se consegue descrever.
Agora percebi! A resposta não está escrita em qualquer livro perdido. A resposta está dentro de mim.
Perguntaste-me se te amava. E eu disse que não sabia. Que não sabia se era amor, mas que queria descobri-lo… contigo.

E tu deste-me a mão.

Texto retirado do meu baú, e originalmente postado no Tubo de Ensaio, aqui.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Isa no Espaço Divulga Escritor

Para quem quiser conhecer melhor esta vossa anfitriã:


A jornalista Shirley Cavacalnte concedeu-me uma entrevista no espaço Divulga Escritor, que vos convido a conhecer no link seguinte:




Conheçam também o espaço Divulga Escritor aqui:




domingo, 3 de novembro de 2013

Beco sem saída

Foto da web, Autor desconhecido


E então cheguei lá e era um beco sem saída.


Não sei porque lhe chamam isso: bastou-me voltar para trás e procurar outra.




Este pensamento foi publicado originalmente aqui, no Blog Pense fora da caixa, onde colaboro regularmente.
Convido-vos a conhecer este espaço.

domingo, 27 de outubro de 2013

Parábolas - O anel do rei

O Anel do Rei

book-words-skipping_iane machado
Era uma vez um rei sábio e bom que já se encontrava no fim da vida.
Um dia, pressentindo a iminência da morte, chamou o seu único filho, que o sucederia no trono, e do dedo tirou um anel.
- Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando viveres situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.
O rei morreu e o filho passou a reinar em seu lugar, usando sempre o anel que o pai lhe deixara.
Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que desencadearam uma terrível guerra.
À frente do seu exército, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, vendo os companheiros lutarem e morrerem bravamente, num cenário de intensa dor e tristeza, mortos e feridos agonizantes, o rei lembrou-se do anel. Tirou-o e nele leu a inscrição:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ

E ele continuou a sua luta. Venceu batalhas, perdeu outras tantas, e no fim saiu vitorioso.
Retornou então ao seu reino e, coberto de glórias, entrou em triunfo na cidade. O povo aclamava -o .
Nesse momento de êxito, ele lembrou-se de novo do seu velho e sábio pai. Tirou o anel e leu:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ

Autor desconhecido

Da série "Parábolas"

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Parábolas - A carroça

A Carroça
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Certa manhã, bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque para ouvir o cantar dos pássaros. Concordei, com grande alegria, e lá fomos nós. Ele deteve-se numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:
- Ouves alguma coisa além do canto dos pássaros?
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
- Oiço o barulho de uma carroça que deve estar a descer pela estrada.
- Isso mesmo... É uma carroça vazia...
De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:
- Como pode  saber que está vazia?
- Ora, é muito fácil saber. Sabes por quê?
- Não! respondi intrigado.
O meu pai pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.


Autor desconhecido

Da série "Parábolas"

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Parábolas - Sapinhos

Sapinhos

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Era uma vez um grupo de sapinhos que organizaram uma competição. O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.
Uma multidão juntou-se à volta da torre para ver a corrida e animar os competidores. A corrida começou. E, sinceramente, ninguém naquela multidão realmente acreditava que uns sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.
Eles diziam coisas como: "Oh, é difícil DEMAIS! Eles NUNCA vão chegar ao topo.", ou ainda: "Eles não tem nenhuma hipótese de êxito. A torre é muito alta!"
E, de facto, os sapinhos começaram a cair. Um a um... Só alguns poucos continuaram a subir mais e mais alto.
A multidão continuava a gritar: "É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!"
Outros sapinhos cansaram-se e desistiram.

Mas UM continuou a subir e subir... Esse não desistia!
No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com excepção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu.
Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguira forças para atingir o objetivo.
Ao falar com ele, perceberam que o sapinho campeão era SURDO!!!


Autor Desconhecido

Da série "Parábolas"

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Parábolas - Construíndo pontes

Construindo Pontes

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
O que começou com um pequeno mal-entendido, explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou à procura de trabalho. Sou carpinteiro. Talvez tenha algum para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu irmão mais novo.
Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.

O homem ficou ali, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez da cerca, uma ponte foi construída ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei!
Mas, ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Mas permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se no meio da ponte.
O carpinteiro começou a fechar a sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para si!
E o carpinteiro respondeu:
- Eu gostaria muito, mas tenho outras pontes a construir...

Autor Desconhecido

Da série "Parábolas"

sábado, 19 de outubro de 2013

Parábolas - O cavalo no poço

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O cavalo no poço


Um rico fazendeiro que possuía alguns cavalos utilizados na execução de diversos trabalhos na sua fazenda, proporcionando-lhe bons lucros, foi avisado pelo capataz que um de seus melhores animais tinha caído num velho e profundo poço abandonado.

De imediato, e apreensivo pela iminente possibilidade de prejuízo, o fazendeiro correu ao local para avaliar a situação. Usando cordas, desceu ao local onde estava o seu valioso animal, constatando com alegria que o cavalo não estava ferido, apenas muito assustado com a queda.
No entanto, essa alegria logo desapareceu, quando descobriu que a operação para resgate do animal tinha muitas dificuldades e um custo muito elevado.
Decidiu então que seria mais vantajoso sacrificar o cavalo ali mesmo no buraco onde tinha caído. Tomou então a decisão de que seria mais adequado encher o poço de terra, porque assim eliminaria também a possibilidade de novos acidentes. O trabalho foi iniciado e, com rapidez, os empregados da fazenda, comandados pelo capataz, começaram a atirar terra para dentro do poço para enterrar o cavalo.
Entretanto, algo inusitado aconteceu. O cavalo, que era um excelente animal, não estava disposto a morrer passivamente, entregando seu destino às decisões alheias. Estava em situação crítica, no fundo do poço, e só lhe atiravam terra por cima. Mas estava determinado a encontrar uma saída e acreditar na vida.
Assim, enquanto ele se sacudia para se livrar da terra que lhe atiravam ao dorso, repentinamente, após algum tempo, para sua surpresa, notou que com aquele seu gesto de sacudir a terra, ele estava a subir, pois a terra acumulava-se  no fundo do poço, e subindo para cima dela, ele estava a conseguir sair do poço.
Depois de certo tempo, para surpresa geral dos homens que lhe atiravam terra, emergiu à superfície, soberbo e triunfante, ainda sacudindo do dorso as últimas pás de terra que lhe foram atiradas.

Da série "Parábolas"

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Parábolas - rei sem dentes

Rei sem dentes

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Um rei sonhou que tinha perdido todos os dentes. Quando despertou, mandou chamar um sábio para interpretar o sonho.

- Que desgraça, senhor! – exclamou o sábio – Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade.

Enfurecido, o rei chamou os guardas e ordenou que aplicassem cem chicotadas no homem.

Mandou depois que trouxessem outro sábio à sua presença e contou-lhe o sonho, que lhe disse:

- Grande felicidade vos está reservada, Alteza. O sonho significa que havereis de sobreviver a todos os vossos parentes.

Imediatamente, a fisionomia do rei se iluminou num sorriso, que mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.

Quando o homem saiu do palácio, um dos cortesãos disse-lhe  admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma feita por seu colega. Não entendo por que ao primeiro ele pagou com cem chicotadas e a si com cem moedas de ouro.


- Lembre-se, meu amigo – disse o sábio – tudo depende da maneira de dizer…

Da série "Parábolas"

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Parábolas - O pote rachado

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 Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara, a qual ele carregava atravessada no pescoço. Um dos potes tinha uma rachadela, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água ao fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade. 
Foi assim durante dois anos, diariamente, o carregador entregava um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso das suas realizações.  Porém, o pote rachado estava envergonhado da sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que tinha sido designado para fazer.  
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou com o homem um dia, à beira do poço:  
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas. 
- Por quê?, perguntou o homem. - De que estás envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque esta racha no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho desde a casa do seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo este trabalho, e não ganha o salário completo pelos seus esforços, disse o pote. 
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando voltarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.  
De facto, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isso deu-lhe ânimo. Mas no fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado metade da água, e de novo pediu desculpas ao homem pela sua falha. Disse o homem ao pote: 
- Notaste que pelo caminho só havia flores no teu lado do caminho??? Notaste ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, as regavas??? Durante dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Se não fosses como és, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

Autor desconhecido


Da série "Parábolas"

domingo, 13 de outubro de 2013

Parábolas - A Casa dos Mil Espelhos


O livro "o que podemos aprender com os gansos", de Alexandre Rangel, apresenta-nos várias parábolas, no sentido de nos fazer reflectir e de nos ajudar nos conflitos e problemas existentes no meio laboral.

Nos próximos dias, deixarei aqui algumas delas, as que por uma por uma ou outra razão, mais me chamaram a atenção.

A interpretação e reflexão de cada uma delas, deixo-as a cada um de vós que ler.



A CASA DOS MIL ESPELHOS


Tempos atrás num distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a Casa dos Mil Espelhos.  Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitá-lo. Quando lá chegou, saltitou feliz escada acima, até à entrada da casa.
book-words-skipping_iane machadoentrada da casa.
Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil pequenos e felizes cãezinhos, todos com as caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com mil enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou:
"- Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre aqui, um montão de vezes."
Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu mil olhares hostis de cães que o olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver mil cães rosnando e mostrando-lhe também os dentes. Quando saiu, ele pensou:
"- Que lugar horrível, nunca mais volto aqui."

Da série "Parábolas"

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

BESUCHEN SIE BASEL UND ZÜRICH

Viajar é uma das minhas actividades de lazer favoritas. É um privilégio poder conhecer uma cultura diferente, os hábitos e o dia-a-dia de outras pessoas, e tudo à distância de uma viagem de avião.
Privilégio ainda maior é o de fazer uma viagem como a que fiz recentemente. Ao prazer da viagem juntou-se a imensa alegria de poder ir visitar amigos, de os rever, ultrapassando a internet que, felizmente, hoje em dia permite encurtar distâncias.
Viagens como estas são diferentes também no sentido de que são uma oportunidade única de conhecer a “cultura do dia-a-dia” do país ou cidade que se visita.
Por tudo isso, só o facto de pisar o aeroporto de Lisboa me trouxe aquela sensação de expectativa boa que uma viagem sempre me traz. Desta vez, o destino era Basel, na Suíça.

"Cantos dos 3 países", Basel
Estando em Basel, podemos facilmente pisar o solo de três países, o que é visível desde logo no aeroporto, que serve três países. Também o “Cantos dos três países” ilustra essa proximidade, exibindo as três bandeiras – Suíça, França e Alemanha. A partir deste ponto à beira-rio, é possível andar um pouco até à Alemanha e daí atravessar uma ponte até à França.
Mas, nesta viagem, foi a Suíça a protagonista, entre Basel e Zurich.
Cheguei para uns dias ainda com sol, o que me permitiu aproveitar os passeios à beira-rio e perceber como esse é um local muito apreciado e aproveitado pelos habitantes, tanto em Basel como em Zurich.

Basel, vista do alto do Münchter
Do alto do Münster de Basel podemos ter uma visão priveligiada sobre o rio e as suas pontes, conjugada com a arquitectura da própria igreja. Aí destaco sem dúvida o telhado colorido, cuja disposição me lembrou escamas de dragão, talvez influenciada pela imagem do basilísco que se se encontra representada em algumas áreas da cidade.
Deste ponto, ou do miradouro na base, podemos observar os telhados castanhos, em tons que vão mudando e que me trazem a imagem que tenho das casas na Suíça. Também as fachadas das casas ocuparam muito espaço na minha máquina fotográfica. Algumas por terem pintado o que se poderá apelidar de murais; mas a maioria pelas cores que decoram as paredes e janelas e que dão à cidade um colorido em perfeito equilíbrio.
Basel, vista do alto do Münchter
 Mesmo quem não tenha um particular fascínio pela arquitectura como o que eu tenho, não ficará indiferente a um edifício em particular –a Rathaus de Basel. É um edifício imponente, em cores quentes, com bastantes pormenores pintados e esculpidos.
Rathouse, Basel














Também na zona do centro histórico se encontra – meio escondido para um turista mais distraído – o “mural da música”, um enorme trabalho de graffiti onde se encontram muito bem representadas diversas personalidades do mundo da música.
"Mural da Música", Basel
Foi no centro histórico que descobri também uma outra originalidade, desta vez culinária – os luxemburgueses, semelhantes a mini-macarrons, mas com uma massa que parece derreter-se na boca em pequenos momentos de magia. No âmbito culinário, todos já ouviram falar dos chocolates e queijos suíços e esses também não desiludiram. Também descobri algumas das muitas variedades de pão disponíveis – inclusive um pão de batata com noz. Também o quarktarte, um bolo de queijo, este com caramelo e passas que pode ser acompanhado, por exemplo, com a “Rivela”, um refrigerante de soro de leite, com um sabor muito agradável. Apesar de o Verão já estar no fim, ainda vi uma churrasqueira portátil, utensílio muito utilizado para churrascos à beira-rio ou n os parques existentes.

Zürich - Vista do alto do Münchner
Em Zurich, a visita começou pela Universidade, com edifícios clássicos que, de alguma forma, nos fazem sentir que absorvemos conhecimento ao passear por lá. Ali perto um miradouro e o Münchter, de onde se pode desfrutar de uma belíssima vista sobre a cidade. Também aqui as casas se arruma de forma harmoniosa e agradável à vista, especialmente junto ao rio que em certo ponto se junta ao lago.
Em mais um dia de sol, um almoço e um passeio junto ao lago foram uma excelente forma de continuar a visita à cidade. No final deste percurso, pode ser visitado um pequeno jardim chinês, onde se respira tranquilidade por entre o verde das árvores e o imenso colorido dos pequenos pavilhões.
Jardim chinês, Zürich
A partir daqui, pode ser feita uma viagem de barco, de volta ao centro.
Zürich - Relógio de flores
Também merecedor de uma fotografia é o relógio feito de flores. Tão merecedor de uma foto parece ser, que nos valeu um espera de 10 minutos, enquanto um grupo, ao início reduzido, se aproximou para tirar fotos. Rapidamente percebemos que mais turistas pertenciam ao grupo e que todos eles gostariam de tirar fotos ao relógio. Ainda assim, a espera compensou, e conseguimos tirar uma foto com o relógio.

Para finalizar esta longa “gaveta” da minha mala de viagem, lembro uma frase que li numa loja de Zurich:


“Hapiness is homemade”

Completo-a dizendo que hapiness is also friendship made, com um obrigada à Fátima e ao Rui por me receberem e por me terem permitido conhecer  estas duas cidade pelos seus olhos.


23.09.2013, escrito no céu Basileia-Lisboa

sábado, 7 de setembro de 2013

A floresta dos preconceitos



Se o preconceito fosse um arbusto, poderia talvez ser podado, ser aparado, impedido de alastrar pelas mãos de um jardineiro habilidoso.

Mas é antes uma árvore milenária, de raízes enormes e enterradas, muitas em fértil terreno…

domingo, 25 de agosto de 2013

Validação


Quando comecei a ver este vídeo, pensei que era vídeo motivacional sobre o poder de pensar positivo, o poder que esse exercício tem em nós. Depois percebi que é mais que isso, percebi que é sobre o poder que pensar positivo tem nos outros. E também sobre o facto de a nossa felicidade poder ser contagiante e, também por isso, não devermos nunca desistir dela, apesar dos pesares.

Convido-vos a ver até ao fim, são 15m que valem a pena!




E digo-vos: Vocês são fantásticos! Validados!


domingo, 18 de agosto de 2013

O olinguito



Tem sido notícia a extinção de algumas espécies animais, contribuindo para a diminuição da diversificação do nosso Mundo.

No entanto, recentemente a notícia é que surgiu uma espécie nova, o olinguito (Bassaricyon neblina) .

Este animal é uma nova espécie de mamífero, pertencente à família dos guaxinis, e habita as florestas do Equador e Colômbia.

Ao ouvir a notícia, perguntei-me: Será que, apesar de tudo, a mãe natureza ainda não desistiu de nós?


Para mais pormenores sobre este animal, clique aqui.

domingo, 11 de agosto de 2013

A estranha saga de D. Discordância / The strange saga of Ms. Disagreement

Foto: Xeque-Mate! Zeca Baronio
D. Discordância começava sempre as suas conversas com a mesma frase: “Não pode ser.”
“Não concordo!!” era a frase com que D. Discordância terminava a mesma conversa.
Havia quem entrasse no debate, argumentasse que podia ser ora por isto, ora por aquilo.
Mas D. Discordância não ouvia, não precisava, porque sabia que tinha razão.
E, cada dia mais, D. Discordância discursava num monólogo.
Mas continuava na sua saga, D. Discordância.
D. Discordância falava e já só o silêncio se ouvia ao fundo da sua voz.
D. Discordância continuava, no entanto, a discordar.
Talvez porque achasse que ainda tinha algo a demonstrar.
E então um dia, D. Inocência, ouvindo o monólogo de D. Discordância, lhe perguntou: “Mas e então, D, Discordância, o que propõe, como solução?”
E pela primeira vez, em muito tempo, D. Discordância não teve nada a dizer.

---

Ms. Disagreement always began her conversations with the same sentence: "It can not be."
"I disagree!" Was the sentence that Ms. Disagreement ended the same conversation.
There were those who entered the debate, it could be argued this or that.
But Ms. Disagreement did not listen, didn’t need to, because she knew she was right.
And, increasingly, Ms. Disagreement was speaking in a monologue.
But she continued on that saga, Ms. Disagreement.
Ms. Disagreement spoke and at some point only silence was heard in the background of her voice.
Ms. Disagreement continued, however, to differ.
Maybe because she thought she still had something to prove.
And then one day, Ms. Innocence, listening to Ms. Disagreement’s monologue, asked: "But then, Ms. Disagreement, which do you proposes, as a solution?"
And for the first time in a long time, Ms. Disagreement had nothing to say.



sábado, 3 de agosto de 2013

Criatividade





Ser criativo
Ao que é conhecido
Nova vida dar

Foto e Haiku por Isa Lisboa

~*~

Esta foto foi tirada em Abrantes, Portugal. Trata-se da estátua de D. Francisco de Almeida, o primeiro vice rei português da Índia.
O seu traje é diferente daquele a que os abrantinos estavam habituados, pois está agora diferente da sua "cor estátua" habitual.

No âmbito do projecto 180 Creative Camp, realizado nesta cidade, Florentijn Hofman cobriu a estátua com plasticina colorida, dando a esta estátua alguma da pompa do traje que o nosso primeiro Vice Rei na Índia terá envergado.

Partilho convosco este fotos, pois creio que a arte não tem que estar fechada num museu, e que também não precisa estar confinada a uma tela, a materiais conhecidos, etc. Ela pode estar mesmo ao nosso lado, em locais inesperados. A alegrar-nos o dia quando saímos de manhã. Por isso aplaudo formas de criatividade como esta.

Convido-vos a conhecer mais sobre este trabalho e algumas fotos com a execução do mesmo, no site do projecto 180 Creative Camp

Não resisto a citar um excerto do texto de Inês M. Santos, que encontrarão no link:

"Thinking big is notorious art making, questioning aesthetic concepts and the proper place of art in everyday life. Doesn’t allow indifference or neutral positions; encourages stance and controversy, shock, amazement. The dutch artist Florentijn Hofman is an internationally recognized master in this art that awakens."

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Maior flor do Mundo | José Saramago



“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?

Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ilusão / Illusion

Arte por Yannick Leniger
Vale a pena viver de Ilusões?
Será talvez como quando acordamos de um sonho cor-de-rosa e que nos apercebemos que nada ficou desses momentos vividos inconscientemente. Será assim, talvez, o encontro com a Realidade.
Então para quê?
Talvez viver de Ilusões nos liberte de uma vida sufocante. Mas será que não nos aprisiona?
E quando mais nada resta…?
No fundo, no fundo, talvez a Ilusão seja apenas o reflexo da Realidade. Pelo menos daquela que desejamos.
Inevitavelmente, em algum momento da nossa vida, deixamos a Ilusão tomar conta de nós.
Por vezes é até bom, uma fuga do mundo, ou quem sabe, a nós mesmos.
Mas eu digo: se tiver que viver de ilusões, pelo menos que não o saiba, pois se o soubesse, não conseguiria ser feliz. De que vale viver num mundo perfeito, se temos consciência de que ele não existe?
Seria feliz num mundo perfeito? Seria um mundo sem algo porque lutar, sem lugar para o Sonho, para a Esperança.
Talvez por isso o Mundo seja tão imperfeito: para existir sempre algo para mudar. Ainda que a Mudança seja, também ela, uma Ilusão. Mas eu, talvez iludida, penso que não é.
Não sei se vale a pena viver de Ilusões, mas sinto que vale a pena ter a Ilusão: de que em algum canto do mundo, durante alguma hora perdida no Tempo, podemos ser completamente felizes.

Interrogações retiradas do baú, escrito em 17.02.2000

-*-*-*-

Is it worth it to live by Illusions?
Perhaps it is like when we wake up from a pink colour dream, and we realize that nothing is left from these moments we lived unconsciously. Maybe it is so, the encounter with Reality.
So what for?
Maybe live in illusions is a way of getting free of a stifling life. But does it not imprison us?
And when nothing else is left ...?
Deep down, perhaps the illusion is only the reflection of reality. At least from the one we want.
Inevitably, at some point in our life, we let Illusion take care of us.
Sometimes it is good, an escape from the world, or perhaps from ourselves.
But I say, if I am to live of illusions, then I don’t want to know it, because if I knew, I could not be truly happy. What is it worth living in a perfect world, if we are aware that it doesn't exist?
Would we be happy in a perfect world? It would be a world without something to fight for, no place for Dream, for Hope.
Maybe that's why the world is so imperfect: for there is always something to change. Although the Change is, itself, an Illusion. But I, perhaps deluded, think not.
I don’t know if it is worth living by illusions, but I feel that it is worth having the Illusion: that in some corner of the world for an hour lost in Time, we can be completely happy.

Questions taken from the trunk, written 17.02.2000


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