Quem lê / Who's reading

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desafio Natal 2015 do blog Tubo de Ensaio - Quem se dá - Por Isa Lisboa

“Ao pé da Árvore de Natal, apenas um presente sobrava. Um pequeno cartão identificava o destinatário: “Para quem tem mais valor”.” - Desafio colocado pelo blog Tubo de Ensaio


O Tubo de Ensaio lançou aos seus autores o desafio de criarem uma obra que tivesse como mote a ideia que acima transcrevo. A primeira ideia que tive foi de vos falar de um conjunto de pessoas que este Natal dedicou o seu tempo e o seu Amor a algo que consideram maior do que elas próprias.

As pessoas de que vos quero falar são os voluntários da Associação Colmeia Vigilante. Esta associação prepara, todas as semanas, uma refeição para entregar aos seus utentes. Com as dádivas que recebe, prepara também cabazes com produtos essenciais. É uma associação que está perto das pessoas, conhece as suas histórias, as suas necessidades e que, para além dos bens que distribui, entrega também um pedaço de Esperança e calor humano. 

Neste Natal, a Associação organizou um jantar de Natal para as cerca de 100 pessoas que apoia. Para além da ceia, incluiu também uma entrega de presentes que tinham sido pedidos ao Pai Natal. 

E porque decidi falar-vos da Colmeia Vigilante neste desafio?

Durante o ano e especialmente no Natal, encontramos pessoas que procuram angariar donativos para as associações que representam. Quem tem essa possibilidade e essa vontade, contribui com o que lhe é possível. 

Ora, esse é um contributo que demora apenas alguns segundos do nosso tempo. No entanto, o contributo dos voluntários é a soma de várias horas de dedicação. Mas é um contributo que é oferecido de coração, e que alegra quem o dá.

São horas oferecidas a quem tem mais valor. E, por isso, o presente que ficou debaixo da árvore, ofereço-o à Colmeia Vigilante, aos seus voluntários e a quem benefecia do trabalho deles. Ofereço-o também a outras associações, às que têm o seu trabalho com mais ou menos visibilidade. 

Bem hajam pelo vosso coração grande!

Desenho: Ana, desenhado para o jantar de Natal da Colmeia Vigilante

Aproveito a oportunidade para desejar um Feliz 2016 a todos os leitores e amigos! :)



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Feliz Natal!!!

Foto: www.pixabay.com
Os meus votos de um Feliz Natal a todos os

 leitores e amigos 

d' Os dias em que olho o Mundo!

sábado, 24 de outubro de 2015

Vento do Norte



E se enquanto esperas que o vento do norte te leve, não perceberes que é o do sul que pode mostrar-te a viagem da tua vida?

Isa Lisboa

Invernos, Sonhos e Andorinhas - Onde comprar?



Algumas pessoas têm perguntado onde o livro pode ser adquirido, por isso aqui deixo aqui as diversas formas como podem adquirir o livro em Portugal.
Para os amigos do Brasil, brevemente estará também disponível no Brasil, pelo que vos peço um pouco mais de paciência.
Seguem então os locais onde podem adquirir o livro:

Online:

Livrarias:
Desassossego:
Rua de São Bento, nº34
1200-815 Lisboa

Livraria Papelaria 115
Praça 8 de Maio, n.º 29
3000-300 Coimbra

Livraria Celas
Av Calouste Gulbenkian
Centro comercial Primavera, Loja 13
3000-090 Coimbra

Livraria Caminho
Rua Pedro Santarém, n.º 41
2000-223 Santarém

Livraria de José Alves
Rua da Fábrica, n.º 74
4050-246 Porto

Livraria Esperança
Rua dos Ferreiros, 119
9000-082 Funchal

Nazareth e Filho
Praça do Giraldo, 46
7000-406 Évora

Livraria Graça
Rua da Junqueira, n.º 46
4490-519 Póvoa do Varzim

Livraria Etna
Avenida 25 de Abril, lote 24 R/C
8500-511 Portimão

Livraria Lusíada de Libânio Jorge
Rua Teófilo Braga nº 110
8900-333 Vila Real de Santo António

Livraria Oswaldo Sá
Rua 25 de Abril, 435
4710-913 Braga

Por encomenda ao balcão (ou seja, solicitem no balcão a encomenda do livro, caso não esteja disponível na loja), nas seguintes cadeias:

Fnac e Bertrand

Livros autografados:
Contacto por mensagem privada no facebook ou para isa.lisboa.blog@gmail.com

domingo, 18 de outubro de 2015

Invernos, Sonhos e Andorinhas - Obrigada!




 Em insuspeito dia de Inverno, a sala da Biblioteca de Sintra encheu-se de amigos para partilharem comigo o meu Sonho!

Obrigada a todos os amigos que estiveram presentes, na Biblioteca e em pensamento, à Chiado Editora pela oportunidade de editar o meu livro, à Câmara Municipal de Sintra e à Biblioteca de Sintra pela cedência do espaço, à Junta de Freguesia de Almargem do Bispo que se fez representar.

Um obrigada particular à Clara Borges e à Tania Novo, que estiveram ao meu lado neste dia e durante todo o processo de escrever o livro; à Fátima Marques, que só não esteve cá hoje porque está a quilómetros de distância, mas que sempre me tem apoiado; e ainda à Ana Moreira, por ter fechado este momento com chave de ouro, com a sua bela voz!



E ontem, as andorinhas dormiram comigo!



Sonhem e voem! :)



Post Scriptum:
Podem continuar a seguir o livro no facebook.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Invernos, Sonhos e Andorinhas - Lançamento a 17 de Outubro


Caros amigos, venho deixar-vos notícias quanto ao lançamento do meu primeiro livro:

Invernos, Sonhos e Andorinhas

Terá lugar na Biblioteca de Sintra, no próximo dia 17 de Outubro, às 16:00. Terei todo o prazer em receber quem puder juntar-se a mim neste dia e conhecer este meu primeiro projecto em livro!

Convido-vos ainda a seguir as novidades do livro na página do Facebook, aqui.

Deixo um abraço a todos e um enorme obrigada por todo o apoio que tenho recebido! :)

domingo, 20 de setembro de 2015

Libertar-me-nos!



One must let go of fear in order to go within and find our peacefull inner Self.

***

Precisamos libertar-nos do medo e viajar para dentro de nós, de forma a encontrarmos o nosso Eu interior que está em paz.

*

Isa Lisboa

sábado, 5 de setembro de 2015

Invernos, Sonhos e Andorinhas

Sempre escrevi em cadernos. Folhas anónimas que, há quatro anos e meio saltaram para as páginas do Instantâneos a preto e branco.

Durante um ano, os poemas e outros instantâneos que tenho publicado aqui conviveram com o escrever de um sonho.

Dia após dia, páginas brancas foram-se enchendo de palavras que diziam sonhos em forma de contos.

E assim, de dezasseis histórias se fez o meu primeiro livro:

Invernos
Sonhos e
Andorinhas

Invernos, Sonhos e Andorinhas | Isa lisboa 

Este livro é sobre sonhos, mas é também ele, um pedaço dos meus próprios sonhos. Sonhos que agora irei partilhar convosco encadernados de paisagem de inverno idílico.

As máquinas de impressão ainda trabalham, mas em breve o livro estará pronto e disponível para todos os que o quiserem descobrir.

O lançamento deverá ser no mês de Outubro, numa paisagem que me é muito querida. Aguardo confirmação do dia e brevemente deixarei aqui mais detalhes sobre o livro e o lançamento.

Clara, Fátima e Tânia: quero deixar-vos aqui o meu especial agradecimento, não só por terem revisto estas histórias e por terem escrito o prefácio, mas principalmente pela presença, apoio e incentivo que foram uma base para que este livro se fosse escrevendo. Desde que vos falei do meu gosto pela escrita, vocês acreditaram que um livro meu iria existir um dia (talvez antes mesmo de mim), e por isso, ele é também vosso!

Agradeço também à Luana e ao Sérgio, que me permitiram colorir duas páginas do livro com o seu talento para o desenho.

O último obrigada, é para todos os amigos e leitores, que têm incentivado este meu percurso na escrita, e que têm lido e comentado o que publico no blog.

Por hoje, deixo-vos apenas esta notícia. Poderão também acompanhar as novidades na página do facebook 

Termino com o começo do livro, e um abraço enorme para todos:



sábado, 1 de agosto de 2015

O primeiro passo

Foto: www.pixabay.com

O primeiro passo para nos libertarmos de uma prisão é ver as grades e reconhecer o quanto de nós as ergueu.


terça-feira, 21 de julho de 2015

Atalhos

Foto: www.pixabay.com

Por vezes temos que percorrer um caminho até ao fim para encontrar outros caminhos. Se não aprendermos a lição que aquele nos reserva, atalho algum nos fará sair dele.

Isa Lisboa

domingo, 5 de julho de 2015

Pelas páginas de… Um dia de verdade de Neo One Eon e Viajando com a Família a Bordo


Esta resenha já tem quase um ano. Mas achei que era altura de a voltar a publicar, aproveitando também para divulgar o novo projecto do autor e da Família a Bordo, que vos convido a conhecer na página do facebook e aqui

Segundo as palavras dos protagonistas desta aventura:

"Durante esta nova aventura, temos a intenção de filmar um documentário sobre as ecovilas da Europa, porque consideramos que este modelo de sociedade seja o ideal em um mundo cada vez mais conturbado. Acreditamos que temos de recuperar as lições do passado, em que o homem vivia em harmonia com a natureza, para construir um futuro melhor para todos. Queremos contribuir para a difusão deste fascinante estilo de vida orgânico, passando adiante informações tanto para quem busca novas alternativas deconvivência social, quanto para quem nunca ouviu falar desta realidade, que já é vivenciada por tantas pessoas ao redor do mundo."

Podem conhecer um pouco mais do projecto também aqui:



Sobre o livro Um dia de Verdade, aqui ficam as minhas impressões sobre ele:

Fui conhecendo “Um dia de verdade” aos poucos, através dos excertos publicados pelo autor nas redes sociais. As citações eram sem dúvida inspiradoras e a curiosidade sobre esta história foi aumentando com o tempo. Por essa razão não pude deixar de ir ao lançamento da edição portuguesa em Lisboa.

No evento, além de ter conhecido o autor e a sua maravilhosa família, tive ainda o prazer de ouvir a leitura encenada do primeiro capítulo do livro.

O que ouvi não sou confirmou as minhas expectativas, como as aumentou substancialmente. Esperava encontrar uma história em que os protagonistas encontravam novas facetas de si mesmos. Mas o primeiro capítulo prometia mais que isso. Prometia a maior viagem que um ser humano pode fazer: a viagem a si mesmo. E de facto, estes dois personagens que, descobrimos no início do livro, já haviam antes iniciado uma busca pessoal intensa, decidem um dia vivê-la, realmente tocá-la.

Talvez esta descrição seja enigmática, mas “Um dia de verdade” é um daqueles livros que falará por palavras diferentes a cada um que o ler, e é por isso que recomendo a sua leitura. O leitor que o ler para além da aventura descrita, irá certamente encontrar uma mensagem inspiradora, assim como eu tive o prazer de encontrar: fecha os olhos, sente,. abre-os e segue o caminho que viste.


Venham mais histórias de Neo One Eon! 

sábado, 13 de junho de 2015

Caminhos desconhecidos

Foto: Isa Lisboa
Há momentos na nossa vida em que não sabemos o que há para lá das árvores do caminho.

Mas em que o que sabemos é que só podemos seguir em frente; já não conseguiríamos voltar para trás.

domingo, 10 de maio de 2015

Pelas páginas de…O monge que vendeu o seu ferrari

Foto: Google
Este livro estava na minha pequena (mas em crescimento) biblioteca, talvez há 15 anos. Há dias quando arrumava os meus livros voltei a cruzar-me com  ele e deu-me vontade de o reler. Durante as semanas seguintes, ou por alguém me falar dele ou por o ver nos escaparates das livrarias, voltei a lembrar-me dele. 

Acreditando na sincronicidade, levei-o comigo durante as minhas mini-férias e foi, de facto, o livro que me chamou à leitura.

Como o próprio autor o descreve, este livro é uma fábula espiritual, que contém várias mensagens, com um único propósito: o de sugerir ferramentas que nos permitam melhorar a nossa vida interior, e, consequentemente, a nossa vida exterior. 

Partilho aqui convosco uma das passagens do livro:

"Assim que descobrires qual é a obra da tua vida, o teu mundo despertará. Acordarás todas as manhãs com uma reserva inesgotável de energia e entusiasmo. Todos os teus pensamentos estarão concentrados no teu objectivo definido. Não terás tempo para desperdiçar tempo. As tuas capacidades mentais não serão, por conseguinte, desperdiçadas em pensamentos triviais. Apagarás automaticamente o hábito da preocupação e tornar-te-ás muito mais eficaz e produtivo. Curiosamente, também terás um sensação mais profunda de harmonia interior, como se estivesses a ser guiado para cumprir a tua missão."

Robin S. Sharma
in O monge que vendeu o seu ferrari

domingo, 3 de maio de 2015

Limpeza de Primavera

Limpeza de Primavera. É um ritual que tendemos a seguir todos os anos, com mais ou menos profundidade. Por vezes apenas mudamos a roupa de Inverno para o fundo dos armários e gavetas e trazemos para mais perto a roupa mais fresca.

Outras vezes, precisamos ir mais além e libertar espaço. Algumas roupas, papéis, acúmulos diversos, vão sendo tirados do sítio onde os deixámos esquecidos. Percebemos, quando lhes pegamos, que são roupas que já não nos servem, ou que já não dão bem connosco. Papéis que já não nos dizem nada e que já nem sabemos bem porque guardámos. Decidir que é hora de os deitar fora, nem sempre é fácil. Aquele item já não nos serve, mas serviu durante tanto tempo, será que é boa ideia deitar fora? E se eu ainda vier a precisar dele? Agora não preciso, já não preciso há muito tempo, mas quem sabe, não é? E aquela camisola, é quentinha, já há muito tempo não a visto, mas é quentinha, aqueceu-me em alguns invernos, que desperdício parece deitá-la fora.

São dúvidas que assaltam as limpezas de primavera, mas quando decidimos deixar ir aquilo de que já não precisamos, descobrimos que os armários ficam mais leves. As gavetas já vão fechar mais facilmente e os armários já não nos parecerão atafulhados.

E, mais importante que isso, ficámos com espaço para coisas novas. Talvez agora possamos comprar um vestido novo, aquele que vimos na montra, mas que achámos “oh, já tenho tanta roupa!” E quando o formos experimentar, talvez até iremos descobrir que nos fica bem e que nos faz sentir ainda melhor vermo-nos com ele. Ou talvez decidamos apenas aproveitar por mais tempo o espaço agora livre.

Também assim é com o nosso coração, com a nossa alma. Quando percebemos que existem sentimentos, mágoas, hábitos, situações, enfim até pessoas, que nos prendem, demos o primeiro passo. Mas talvez alguns desses sentimentos ou situações sejam como aquela camisola que não sabíamos se devíamos deitar fora. Durante vários invernos vestiram-nos, aqueceram-nos, protegeram-nos até! Sentimos de alguma forma que estamos a ser ingratos, agora, querendo mandá-los embora. E eles parecem lembrar-nos de que precisámos tanto deles no passado. Agora não preciso, dizemos nós. Mas podes precisar de novo, és frágil, dizem eles.

Sejamos, no entanto, verdadeiros connosco: tal como a camisola, se já não somos felizes com eles, porquê mantê-los por perto? Seremos mesmo frágeis ou eram essas vozes que nos faziam frágeis? Não seriam essas vozes apenas analgésicos, que nos impediam de querermos arrumar o armário da nossa mente e do nosso coração?

Se reconhecemos que acumulámos “tralha” emocional, está agora na altura de a deixar ir. Sem amargura e sem olhar para trás. Não interessa a voz que diz que não conseguimos. Ela está apenas com medo. Por isso se debate. Porque sabe que agora estamos mais fortes, depois de a termos reconhecido e de termos percebido o quanto dela não somos nós.


Vamos deixar ir tudo o que já não precisamos. Ficaremos mais leves. Mais felizes. E pensem no espaço que ficará para o novo!


domingo, 26 de abril de 2015

Infinitudes

Foto: 1,000,000 Pictures

- Quantas almas temos? – perguntam-me, a propósito do poema de Pessoa?


Talvez nós sejamos infinitos, reflito eu.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Páscoa

Não sendo católica praticante, a época de Páscoa que vivemos poderia passar-me ao lado ou ser apenas mais um feriado...

Mas não é assim. Este momento fala comigo, por várias razões. 

Uma delas, a história de Jesus, um Mestre que desde cedo na minha vida me inspira e que, de uma forma ou de outra, tem vindo a orientar os meus passos.

Num sentido mais abranjante, considerando a história desta comemoração nas várias culturas em que ela já se manifestou, associo a Páscoa a dois R's: Reflexão e Renovação.

E hoje, que o dia acordou solarengo e primaveril, a lembrar o segundo R, acordei eu com o seguinte pensamento: Estou pronta para as novas Renovações que aí vêm

Ainda não intuo todas, mas sei que elas vão chegar e que serão o Caminho! 

Agora que o dia finda, sinto a gratidão de quem olha para trás e entende que sim, existe já um Caminho feito, pleno de ensinamentos, auto-descoberta, superação e aceitação. Mas vejo também, sim, tudo ainda está para vir. E também por isso me sinto Grata.

Grata, Vida!

Foto: www.pixabay.com

segunda-feira, 23 de março de 2015

Jardins do pensamento

Diz-me a sabedoria que devo escolher as sementes do meu pensamento, para que se tornem em florido jardim ao contrário de árido hectare de ervas daninhas.

Empenhada em cuidar do meu jardim, há no entanto dias em que decido pegar no regador e apenas deixar a água correr...

A água acaba sempre por chegar onde é precisa...!

Foto: www.pixabay.com



segunda-feira, 16 de março de 2015

A maior empreitada da nossa vida

Não há maior empreitada na nossa vida que a nossa felicidade.

Concordas?

Já colocaste a primeira pedra?

Imagem: www.pixabay.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pontos de vista


Este vestido tem feito correr tinta na internet, pelo simples facto de que algumas pessoas não têm dúvidas de que o vestido é branco e dourado e outras, como eu, vêm-no azul e preto.

São já avançadas algumas explicações, (por exemplo aqui). Terá a ver com a constituição do globo ocular de cada um de nós e com a forma como cada um de nós reage e processa a luminosidade.

Ou seja, ambos os "lados" parecem ter razão, por mais estranho que possa parecer imaginar que alguém vê branco e dourado onde eu vejo azul e preto.

Pôs-me esta polémica a pensar que haverá por aí muitso vestidos destes. Deixo-vos, por isso, uma sugestão de exercício. Da próxima vez que entrarmos numa troca de argumentos com alguém, em que não se chegue a acordo de forma a alguma... Lembremo-nos deste vestido! ;)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Pelas páginas de… O outro pé da sereia, Mia Couto


Já conhecia alguns excertos de obras de Mia Couto e algo me dizia que ia gostar muito de ler este autor.

Felizmente, estava certa! Li recentemente o meu primeiro romance de Mia Couto, "o outro pé da sereia.". Descobri um mundo entre o real e o irreal (ou pelo menos o que achamos que é irreal), um daqueles mundos que tanto gosto de ler.

Partilho aqui convosco algumas das frases que retive:

"A melhor maneira de fugir é ficar parado.
(...)
A melhor maneira de mentir é ficar calado."

"só é olhado pelo céu quem olha as estrelas."

"- Não é morrer que me dói. O que me dá tristeza é ficar morto."

"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores."

"- Uma casa morre, se não é habitada com amor.
(...)
- O mal é que nós não habitamos estas casas, apenas as ocupamos.
(...)
- Ocupámo-las como intrusos, como se elas fossem definitivamente propriedade dos outros, prossegiu Arcanjo. Queremos ter o gosto de usufruir, sem a responsabilidade de possuir."

"A melhor maneira de não morrer quimado é viver dentro do fogo."

"A vida são fósforos, acendendo-se em outros, que se apagam."

"A viagem termina quando encerramos as nossas fronteiras interiores."

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Medo - Inimigo ou sinal?

Foto: www.pixabay.com

À medida que o sonho se espraia à nossa frente, realizando-se passo a passo e materializando-se um dia de cada vez, somos invadidos pos sensações de expectativa, entusiasmo e antecipação. E é então que, inesperadamente, do fundo do estômago, surge o medo. Não entendemos porquê. Porquê naquele momento. E por vezes só queremos explusá-lo à paulada e outras vezes ficamos ali, a olhar o abismo da dúvida, e perguntamo-nos se o medo terá razão e se será melhor voltar atrás.

Mas...e se o medo apenas estiver ali para ver a nossa reacção? A desafiar-nos a desafiá-lo? Ou - ideia ainda mais estranha, a que me ocorre - a dizer-nos que aquele é o caminho certo? Afinal, se não for importante, se não for o caminho que preciso, porque terei medo de o perder?


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Caminhar

Desde que Caminhemos, o Caminho acabará por se revelar.

Mas não esqueçamos da palavra mais importante desta frase: Caminhar. 

Porque haverá quem nos alumia o caminho, quem no-lo indica, quem até nos segure na mão, apoiando-nos na travessia. 

Mas Caminhar, apenas cada um de nós o pode fazer!

Foto: Autor não identificado



domingo, 4 de janeiro de 2015

Imensidão

Cliffs of Moher, Ireland


Esta foto foi tirada na Irlanda, há alguns anos atrás. São os Cliffs of Moher, magestosas falésias na costa da Irlanda do Sul. Subindo ao cimo do promontório, somos brindados com uma vista de tirar a respiração, com uma enorme extensão de azul vindo do Atlântico e do céu, ambos de encontro a uma extensão de rocha que se diria um gigante adormecido.

Lá em cima, o vento é forte, chamado talvez pelas águas, talvez pela falésia. Sentimos que, se abrirmos o suficiente os braços e nos deixarmos ir, poderemos voar com o vento.

Quando há semanas falei sobre esta viagem e esta visita em particular, recordei a sensação de me ter sentido pequenina perante tamanha imensidão e paz.

Hoje, olhei de novo para esta foto e fechei os os olhos, procurando recordar-me lá. Ainda estava a sensação de pequenez, mas desta vez acompanhada por uma sensação nova de ser eu própria imensa! Porque, se faço parte de um planeta que tem em si tamanha beleza e grandiosidade, e ainda e um Universo tão maior e tão mais cheio de ambas... Não serei eu também imensa? Não serás tu imenso(a)? Não seremos todos?

Com esta pergunta vos deixo os meus desejos de imenso e feliz 2015! :)


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