Quem lê / Who's reading

segunda-feira, 23 de março de 2015

Jardins do pensamento

Diz-me a sabedoria que devo escolher as sementes do meu pensamento, para que se tornem em florido jardim ao contrário de árido hectare de ervas daninhas.

Empenhada em cuidar do meu jardim, há no entanto dias em que decido pegar no regador e apenas deixar a água correr...

A água acaba sempre por chegar onde é precisa...!

Foto: www.pixabay.com



segunda-feira, 16 de março de 2015

A maior empreitada da nossa vida

Não há maior empreitada na nossa vida que a nossa felicidade.

Concordas?

Já colocaste a primeira pedra?

Imagem: www.pixabay.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pontos de vista


Este vestido tem feito correr tinta na internet, pelo simples facto de que algumas pessoas não têm dúvidas de que o vestido é branco e dourado e outras, como eu, vêm-no azul e preto.

São já avançadas algumas explicações, (por exemplo aqui). Terá a ver com a constituição do globo ocular de cada um de nós e com a forma como cada um de nós reage e processa a luminosidade.

Ou seja, ambos os "lados" parecem ter razão, por mais estranho que possa parecer imaginar que alguém vê branco e dourado onde eu vejo azul e preto.

Pôs-me esta polémica a pensar que haverá por aí muitso vestidos destes. Deixo-vos, por isso, uma sugestão de exercício. Da próxima vez que entrarmos numa troca de argumentos com alguém, em que não se chegue a acordo de forma a alguma... Lembremo-nos deste vestido! ;)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Pelas páginas de… O outro pé da sereia, Mia Couto


Já conhecia alguns excertos de obras de Mia Couto e algo me dizia que ia gostar muito de ler este autor.

Felizmente, estava certa! Li recentemente o meu primeiro romance de Mia Couto, "o outro pé da sereia.". Descobri um mundo entre o real e o irreal (ou pelo menos o que achamos que é irreal), um daqueles mundos que tanto gosto de ler.

Partilho aqui convosco algumas das frases que retive:

"A melhor maneira de fugir é ficar parado.
(...)
A melhor maneira de mentir é ficar calado."

"só é olhado pelo céu quem olha as estrelas."

"- Não é morrer que me dói. O que me dá tristeza é ficar morto."

"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores."

"- Uma casa morre, se não é habitada com amor.
(...)
- O mal é que nós não habitamos estas casas, apenas as ocupamos.
(...)
- Ocupámo-las como intrusos, como se elas fossem definitivamente propriedade dos outros, prossegiu Arcanjo. Queremos ter o gosto de usufruir, sem a responsabilidade de possuir."

"A melhor maneira de não morrer quimado é viver dentro do fogo."

"A vida são fósforos, acendendo-se em outros, que se apagam."

"A viagem termina quando encerramos as nossas fronteiras interiores."

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Medo - Inimigo ou sinal?

Foto: www.pixabay.com

À medida que o sonho se espraia à nossa frente, realizando-se passo a passo e materializando-se um dia de cada vez, somos invadidos pos sensações de expectativa, entusiasmo e antecipação. E é então que, inesperadamente, do fundo do estômago, surge o medo. Não entendemos porquê. Porquê naquele momento. E por vezes só queremos explusá-lo à paulada e outras vezes ficamos ali, a olhar o abismo da dúvida, e perguntamo-nos se o medo terá razão e se será melhor voltar atrás.

Mas...e se o medo apenas estiver ali para ver a nossa reacção? A desafiar-nos a desafiá-lo? Ou - ideia ainda mais estranha, a que me ocorre - a dizer-nos que aquele é o caminho certo? Afinal, se não for importante, se não for o caminho que preciso, porque terei medo de o perder?


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Caminhar

Desde que Caminhemos, o Caminho acabará por se revelar.

Mas não esqueçamos da palavra mais importante desta frase: Caminhar. 

Porque haverá quem nos alumia o caminho, quem no-lo indica, quem até nos segure na mão, apoiando-nos na travessia. 

Mas Caminhar, apenas cada um de nós o pode fazer!

Foto: Autor não identificado



domingo, 4 de janeiro de 2015

Imensidão

Cliffs of Moher, Ireland


Esta foto foi tirada na Irlanda, há alguns anos atrás. São os Cliffs of Moher, magestosas falésias na costa da Irlanda do Sul. Subindo ao cimo do promontório, somos brindados com uma vista de tirar a respiração, com uma enorme extensão de azul vindo do Atlântico e do céu, ambos de encontro a uma extensão de rocha que se diria um gigante adormecido.

Lá em cima, o vento é forte, chamado talvez pelas águas, talvez pela falésia. Sentimos que, se abrirmos o suficiente os braços e nos deixarmos ir, poderemos voar com o vento.

Quando há semanas falei sobre esta viagem e esta visita em particular, recordei a sensação de me ter sentido pequenina perante tamanha imensidão e paz.

Hoje, olhei de novo para esta foto e fechei os os olhos, procurando recordar-me lá. Ainda estava a sensação de pequenez, mas desta vez acompanhada por uma sensação nova de ser eu própria imensa! Porque, se faço parte de um planeta que tem em si tamanha beleza e grandiosidade, e ainda e um Universo tão maior e tão mais cheio de ambas... Não serei eu também imensa? Não serás tu imenso(a)? Não seremos todos?

Com esta pergunta vos deixo os meus desejos de imenso e feliz 2015! :)


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