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| Cliffs of Moher, Ireland
Esta foto foi tirada na Irlanda, há alguns anos atrás. São os Cliffs of Moher, magestosas falésias na costa da Irlanda do Sul. Subindo ao cimo do promontório, somos brindados com uma vista de tirar a respiração, com uma enorme extensão de azul vindo do Atlântico e do céu, ambos de encontro a uma extensão de rocha que se diria um gigante adormecido.
Lá em cima, o vento é forte, chamado talvez pelas águas, talvez pela falésia. Sentimos que, se abrirmos o suficiente os braços e nos deixarmos ir, poderemos voar com o vento.
Quando há semanas falei sobre esta viagem e esta visita em particular, recordei a sensação de me ter sentido pequenina perante tamanha imensidão e paz.
Hoje, olhei de novo para esta foto e fechei os os olhos, procurando recordar-me lá. Ainda estava a sensação de pequenez, mas desta vez acompanhada por uma sensação nova de ser eu própria imensa! Porque, se faço parte de um planeta que tem em si tamanha beleza e grandiosidade, e ainda e um Universo tão maior e tão mais cheio de ambas... Não serei eu também imensa? Não serás tu imenso(a)? Não seremos todos?
Com esta pergunta vos deixo os meus desejos de imenso e feliz 2015! :)
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A meio de um qualquer dia comum, um pequeno acontecimento passa talvez despercebido de todos, mas faz-me parar e pensar. Faz-me parar, como me fazem parar os grandes acontecimentos que abrem o noticiário do dia. ------- In the middle of any common day, a small event goes maybe unnoticed by everyone, but it makes me stop and think. Makes me stop, like the events that open the days's news.
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domingo, 4 de janeiro de 2015
Imensidão
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Pintando 2014!
Nos últimos dois anos d' Os dias em que olho o Mundo, deixei aqui e aqui uma pequena mensagem, a título de balanço sobre o ano que passava e com as perspectivas para o Novo Ano.
Não sei se dois posts formam uma tradição, mas aqui venho então cumpri-la.
O Ano Velho? Foram 365 dias de emoções variadas. Houve dias de dor, dias de perda, dias difíceis de entender. Mas também houve dias de superação, de realização, e de amizade. Talvez tenha sido um ano como os outros, mas ao mesmo tempo diferente.
Para o Ano Novo? A nível pessoal, tenho projectos, esperanças, resoluções. A maior delas será, talvez, a de nunca me esquecer de quem sou. Devemos ser leais, antes de tudo, a nós mesmos, e não deixar que o Mundo, a vida, os outros, o que for, nos afaste de nós, e da pessoa que sabemos e queremos ser.
A todos os amigos, leitores, e a todos os que aqui passarem e lerem esta pequena mensagem, desejo que o ano 2014 seja um bom ano. Nunca se esqueçam que têm o poder de cultivar o vosso próprio jardim. E se os elementos não deixarem que as flores ganhem côr, lembrem-se da côr que todos temos dentro de nós, e dêm-na às flores que precisarem.
Um abraço a todos!
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| Foto da web |
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Novos horizontes
Passeando pelo sótão dos meus pais, redescobri os livros "Novos Horizontes"!
"Novos Horizontes" é uma triologia, uma triologia que me marcou de uma forma diferente de outras. Sempre gostei de ler, mas depois destes livros, comecei a gostar de ler outras coisas.
Esta triologia é formado pelos meus livros de Português B do 10º ao 12º ano!
Ao olhar para eles, tive logo vontade de folheá-los e redescobrir alguns dos textos que lá estão, guardados para alunos de áreas científicas e económicas, como era o meu caso.
Com estes livros, e com a minha professora, de que ainda me lembro bem, descobri um lado novo dessa disciplina, que foi a interpretação de textos. Aprendi a reconhecer metáforas, alegorias, imagens, eufemismos e outras tantas figuras de estilo das quais - peço desculpa, 'stora Cristina - já não recordo o nome. Aprendi a reconhecer o simbolismo na descrição de um lírio em cima da mesa. A caracterização do espaço, e do tempo. E aprendi mais que o que estava no programa do Ministério, graças à minha professora que tanto nos incentivava!
E por isso não resistir a folhear todos os livros. Lá estavam os Maias, que na altura já reli, o Sermão de Santo António aos Peixes, Gil Vicente, as cantigas de amigo e de amor, Camões... Mais tarde, Antero de Quental, Mario Sá-Carneiro e Pessoa e seus heterónimos. Aliás, atrevo-me a dizer que as páginas com a poesia de Fernando Pessoa e Álvaro de Campos são as que têm mais notas, tantas, que quase ocupam todo o espaço livre deixado nas páginas! Nasceu aí a minha admiração pelos poemas desse génio da poesia portuguesa! E Sophia de Mello Breyner e seus Contos Exemplares. E claro, "A Aparição", que me fez descobrir tantos outros livros de Vergílio Ferreira, que estão ainda alguns na minha estante!
A páginas tantas, deparo-me com um pequeno desafio, que talvez na altura eu tenha achado que não era para mim... Mas que agora me fez sorrir:
"De todas as forma de expressão escrita, possivelmente para ti a criação de um poema será a mais difícil. E isto porque deves atender ao conteúdo e à forma (medida e rima) dos versos. Mas pensa que a poesia é considerada a forma mais perfeita e bela de expressão. E se é assim, vale bem a pena tentares escrever versos"
Obrigada a todos os poetas que li, e a todos os que, nos outros espaços, fazem o favor de ler as minhas tentativas de escrever versos!
Nota: "Novos Horizontes" é um livro escolar de Fernanda Costa, Francisco Martins e Rogério de Castro.
domingo, 17 de novembro de 2013
Descobrindo o Amor
Perguntaste-me se te amava. Eu respondi que
não sabia. Que não sabia o que era o amor. Mas que ia descobrir.
A primeira ideia que tive foi ir ver no
dicionário. Foi uma má ideia. Percebi isso, mesmo antes de ler. Dizia:
“Amor: substantivo, masculino, paixão,
afecto”.
Muito técnico! E porquê “paixão”? Sempre pensei que paixão fosse diferente de
amor. Pode existir paixão sem amor… mas amor sem paixão…?
Ainda assim, já é um começo.
Talvez na música encontre mais alguma
coisa…:
“Wise man say only fools rush in, but I can’t help falling in love with
you…”
Conheces?
O que é que me diz? Que o amor é mais forte
que nós, mais forte que a razão. Mas deve ser mais forte que isso.
Então
lembrei-me daquele verso:
“Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer”
O que é que Camões tentou dizer? Talvez que
o Amor não se consegue definir, que não se consegue descrever.
Agora percebi! A resposta não está escrita
em qualquer livro perdido. A resposta está dentro de mim.
Perguntaste-me se te amava. E eu disse que não
sabia. Que não sabia se era amor, mas que queria descobri-lo… contigo.
E tu deste-me a mão.
Texto retirado do meu baú, e originalmente postado no Tubo de Ensaio, aqui.
domingo, 25 de agosto de 2013
Validação
Quando comecei a ver este vídeo, pensei que era vídeo motivacional sobre o poder de pensar positivo, o poder que esse exercício tem em nós. Depois percebi que é mais que isso, percebi que é sobre o poder que pensar positivo tem nos outros. E também sobre o facto de a nossa felicidade poder ser contagiante e, também por isso, não devermos nunca desistir dela, apesar dos pesares.
Convido-vos a ver até ao fim, são 15m que valem a pena!
E digo-vos:
Vocês são fantásticos! Validados!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Um minuto de silêncio / A minute of silence
"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.
23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... Foi assim."
(Traduzido por Rodrigo Robleño)
"In the sventy's, Marina Abramovic lived an intense love story with Ulay. For 5 years they lived on a lorry doing all sort of shows. When they felt their relashionship was not at an end for both, they decided to go through the Great Wall of China; each one wlaked on one side, so that they met on the middle, gave a big final hug to each other, and never to see each other again.
23 years later, in 2010, when Marina was a famous artist, New York's MoMa dedicated a flashback of her work. In that exhibition, Marina shared a minute of silence with each stranger that sat in front of her. Ulay arrived without her knowledge e...so it was."
Um amor que acabou, mas que deixou tudo no lugar certo. Passaram anos e nada é necessário dizer, o silêncio fala mais que as palavras, os rostos confirmam o que o silêncio canta.
A love that ended, but leaving all in it's right place. Years went by e nothing is needed to say, silence spaeks more than words, faces confirm what the silence sings.
domingo, 30 de dezembro de 2012
O que trará o Ano Novo / What will New Year bring
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| What will the New Year bring? 365 opportunities. (Imagem da web) |
Aqui nos encontramos novamente em tempo de balanço.
2012 parece não ter trazido tudo o que prometeu, nem o fim do
Mundo, nem uma melhoria do mesmo.
2013 promete, por sua vez, ser um ano difícil, ao nível de cada
um de nós, do país e talvez até do mundo.
Por isso o meu desejo de Ano Novo é que todos nos lembremos do
que temos de bom na vida.
Que nos lembremos sempre de que somos nós os primeiros
responsáveis pela estrada e forma de viajar que escolhemos.
Que o Destino apenas nos coloca opções à frente.
Que a estradacerta
nem sempre é a mais fácil, mas que é possível tomá-la.
Que a tristeza nem
sempre é a única forma de viajar. Pode ser apenas um viajante que apanhou o
comboio à procura de companhia. Um viajante que não está disposto a mudar de lugar.
Mas, por outro lado, nós podemos fazê-lo.
Que o comboio
parará em muitas estações. Que em muitas delas teremos a dúvida: “É aqui que
devo sair?” E que sairemos em algumas estações que provarão ter sido a saída
errada, mas que podemos sempre voltar a apanhar o comboio.
Porque sempre foi
assim, a vida, e sempre será: uma viagem que podemos planear, mas que ainda
assim nos surpreenderá em algum ponto, uma vezes de forma a testar se estamos
preparados para desistir. Para nos mostrar que podemos ficar mais fortes. Mas
outras vezes por forma a nos mostrar o porquê da viagem. Colocando-nos uma
bússola na mão, sem a termos pedido, porque não sabíamos que precisávamos de
uma.
Por isso, a todos
desejo uma boa viagem! Bom Ano Novo!
***
Here we are again in time of balance.
2012 seems not to have brought everything it they
promised, nor the end of the world, nor an improvement.
2013 promises, in turn,to be a difficult year, at the level of each of
us, the country and maybe even the world.
So my New Year's wish is that we all remember what we
have of good in life.
Let us always remember that we are the first ones
responsible for the road and the way we choose to travel in it.
Fate just shows us the options.
That the right road is not always the easiest, but you
can take it.
That sadness is not always the only way to travel. It
may just be a traveller who took the train looking for company. A traveller who
is not willing to relocate. But on the other hand, we can do it.
That the train will stop at many stations. That in many
of them we will have the doubt: "This this where I should leave?" And
that some stations will prove to have been the wrong exit, but we can always go
back to catch the train.
Because it has always been thus, life, and it always
will be, a trip we can plan, but that will still surprise us at some point, at
times in order to test whether we are prepared to give up. To show us that we
can become stronger. But sometimes in order to show us the reason of the trip.
Putting us a compass in hand, without having asked for it, because we did not
know we needed one.
Therefore, I hope you all have a good trip! Happy New
Year!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Memórias doces / Sweet memories
Vou
partilhar convosco uma memória de infância.
É uma
memória doce, mas, mais que tudo, fofa como uma nuvem.
Era uma
guloseima que apreciava muito, havia algo de mágico naquele ritual de pegar
naquela preciosidade pela base da bolacha, e trincar a fina camada de chocolate
que envolvia a tal nuvem. Então uma explosão de pequenos e finos pedacinhos de
chocolate com chantilly acontecia.
Talvez
alguns já tenham adivinhado do que falo… Pois é, falo das bombocas.
E agora me
lembro de outro pequeno doce, este mesmo pequeno. Bolinhas brancas envoltas em
barulhentos papéis vermelhos, assim eram os flocos de neve.
Ainda existem
estes dois doces, mas já não têm o mesmo sabor de quando eu era criança…
Será que
foram eles que mudaram, ou será que fui eu…?
E vocês,
têm uma recordação doce da infância?
---------
I’ll share a childhood memory with you.
It’s a
sweet memory, but, above anything else, a memory fluffy as a cloud.
It was a candy I enjoyed very much, there was something
magical about that ritual: holding that precious on the cookie, and bite the
tiny layer of chocolate around that cloud. And then, an explosion of chantily would
happen.
Maybe some
have guessed what I’m talking about… Yes: “bombocas”.
And now I
remember another little sweet, a really small one. White spheres wrapped in red noisy paper, so were the “snowflake”
candy.
These two sweets are still around, but they no longer
have the same taste of when I was a kid...
Were they the ones which changed, or was that me...?
And what
about you, do you have a sweet memory from your childhood?
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Recordações / Memories
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| Há 10 anos... |
Já passaram 10 anos, e muito mudou, em mim e no que me rodeia. Mas
algumas coisas ainda se mantêm iguais e, principalmente, algumas pessoas ainda
se mantêm por perto.
Gosto de me sentar por vezes a reler as palavras que me deixaram,
de lembrar aquela pessoa que escreveu, porque me deixou ali algo que lembra
exactamente o que mais recordo dela.
E encontrei uma outra fita, no fundo de todas. Uma fita que escrevi
para mim mesma, estranho, talvez pareça, mas sempre gostei de simbolismos.
Aqui partilho o que a caneta escreveu há 10 aninhos…:
» Sonhamos, perseguimos os
sonhos e cumprimo-los.
À chegada, um sentimento misto de realização e já de saudade do que
ficou.
Mas “não se chega à meta, a não ser para partir novamente.” Perseguir
novos sonhos, rumo a novas chegadas.
Não esquecendo os momentos de cansaço, as dificuldades. Mas principalmente,
nunca esquecendo os pequenos momentos em que sorri, e os grandes em que ri. E
os que não foram nem grandes nem pequenos. E as amizades que fiz. Tudo o que faz
o resto valer a pena.
Avançar, seguir o
caminho traçado, e por vezes parar na berma, interrogar-me. Sobre mim, sobre a
estrada, sobre o ponto em que estou. Ou, simplesmente, respirar fundo e
recobrar energias para a jornada. « (Maio 2002)
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| Foto da web |
I looked at the folder of my senior college year and could not
resist opening it (*). A little of nostalgia has never hurt anyone.
10 years have passed and much has changed in me and around me. But
some things will remain the same and, especially, some people are still around.
I like to sit sometimes, and reread the
words people left me, to remember the person who wrote it, because I find there
something that is exactly what I remember the most about that person.
And I found another ribbon at the bottom of all. A ribbon that I wrote to myself, strange it may seem, but I always liked
symbolisms.
Here I share what the pen wrote 10 years
ago…:
"
We dream, pursue our dreams and fulfil them.
Upon arrival, a mixed feeling of
accomplishment and already of missing it.
But "you do not get to finish line, except
to leave again." Pursue new dreams, towards new arrivals.
Not forgetting the moments of fatigue, difficulties. But mostly, never forgetting the little moments in which I smiled, and the big ones when I laughed. And
those moments that were neither big nor little. And the friends I made. All that makes the rest
worthwhile.
To
go, follow the path, and sometimes stop at the curb, ask myself. About me, about the road, about where I am. Or, simply take
a deep breath and regain energy for the journey. " (May 2002)
(*) Tradiccionaly, in Portugal ,
graduation college students ask their colleagues to sign a ribbon. The ribbons
have different colours accordingly to each university and each shool.
sábado, 31 de março de 2012
Perguntas sem resposta / Questions without answer
Quando me perguntam qual o meu filme, música ou livros favoritos, nunca consigo dar uma resposta. Talvez seja estranho, não conseguir fazer esta escolha. Poderei responder qual a minha cor favorita, qual o local que mais gostei de visitar, onde vi o pôr do sol mais bonito, onde gosto mais de estar quieta comigo mesma, qual o meu número favorito... Outro facto potencialmente estranho, saber dizer o meu número favorito...
Claro, existem músicas que ouço em qualquer lugar e momento, por oposição àquelas que apenas certos estados de espírito chamam. Existem letras que parecem ter sido escritas para mim, vozes que os meus ouvidos captam para além da afinação e até talvez para além do timbre que se destaca.
Existem livros cujas histórias me acompanham para além da leitura ansiosa, para além do “vou ler apenas mais um capítulo e continuo a ler amanhã”. Existem livros com detalhes que ainda habitam a minha memória, apesar de já os ter lido há bastante tempo. Alguns que já reli, outros que sei que irei reler. Alguns até das memórias da minha infância, livros que encontro por vezes numa livraria, que me trazem um pouco de melancolia, misturada com a vontade de o comprar e reler aquela história de que ainda me lembro tão bem. Páginas que me lembram de como sempre gostei do ritual de passar mais uma folha, de imaginar as personagens, o seu rosto, o tom das cores dos locais onde se movimentam, o som da sua voz.
Existem filmes que posso rever sem que aquela cena em particular deixe de me emocionar, outros em que a inteligência de uma determinada fala não se torna menos pertinente apenas por já a conhecer. Filmes que me deixaram em silêncio quando acabaram. Filmes em que ri, filmes que me arrancaram lágrimas, filmes que me deixaram tristes por saber que existem pessoas feias por dentro, não apenas ali, no ecrã. Que existem coisas que não são ficção. Mas outros que me lembraram de que o contrário também é verdade e que não devemos deixar de acreditar nisso.
Não sei qual o meu filme, música ou livro favoritos, mas sei que gosto de ouvir histórias de gente real ou imaginária, de conhecer outras vidas, outros pensamentos, outras emoções.
E sei que gosto de me sentar perto da água, a ouvir o seu som por vezes quase suspirado, e que gosto de brincar com ela, senti-la a refrescar-me a pele e os sentidos. Porque nem sempre preciso de histórias, porque nem sempre precisamos responder a perguntas. Pelo menos a perguntas com uma resposta apenas.
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| Foto da Web |
When someone asks me what’s my favourite movie, music, or book, I can never give an answer. Maybe this is weird, not being able to make this choice. I can answer about my favourite colour, which place I liked to visit the most, where was it that I saw the most beautifull sunset, where do I like to be still with myself, what’s my favourite number…. This maybe be also weird, to know what’s my favourite number….
Of course, there are those music I can hear any place or any moment, oposing those only certain states of the soul call for. There are lyrics which seems to have been written for me, voices my ears pick up further than the tunning and maybe behond the tone that detaches.
There are books which stories follow me further than the anxious reading, behond the "I’ll just read this one more chapter and I’ll continue tomorrow”. There are books with details that still inhabit my memory, even though I’ve read them a long time ago. Some that I’ve reread, some that I know I will. Some from my childhood memories, books that I sometimes find in a bookstore, who bring me a bit of melancholy, along with the desire of buying it and reread that story I still recall so well. Pages that remind me about how I always liked that ritual. The ritual of turning another sheet, imagining the caracthers, their faces, the color tone on the places they move on, the sound of their voices.
There are movies I can see again and that particular scene will still stir emotions, in others, that inteligent line is not less pertinent, just because I already know it. Movies that left me in silence when they were finished. Movies that made me laugh, movies that left me sad by knowing that there are people so ugly inside, not just there, in the screen. That there are somethings that are not fiction. But others that remind me that the opposite is also true and that we shoud never stop believing that.
I don’t know what’s my favourite movie, music or book, but I do know I like to listen to stories of real or imaginary people, knowing other lives, other thoughts, other emotions.
And I know I like to seat near the water, listening to the sound of it, it’s sound sometimes almost wispered. I know that I like to play with it, to feel it refreshing my skin and my senses. Because sometimes, I don’t need stories, because sometimes, we don’t need to answer questions. At least not questions with only one answer.
sábado, 24 de março de 2012
Palavras certas / The right words
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| Foto da web, Dragan Jukic |
Abri o livro ao acaso, surgiu-me uma página inesperada. Uma página já saída, não sei se por tantas vezes procurada, não me lembro de a ter lido antes. Parecia que o livro falava comigo. Dizia-me exactamente o que precisava ouvir.
...-..._...-..._...-...
I opened the book randomly, an unexpected page was showned. A page already coming out, maybe because I'd looked for it so many times, I don't remember having read it before. It told me exactly what I needed to hear.
sábado, 17 de março de 2012
Berço
terça-feira, 13 de março de 2012
Final de dia / End of the day
Não vou tentar procurar palavras que descrevam as cores do fim do dia, junto ao mar.
A sensação do vento no meu rosto.
A minha vontade de tocar no horizonte, pegar num pouco de tudo e guardá-lo comigo...
A sensação do vento no meu rosto.
A minha vontade de tocar no horizonte, pegar num pouco de tudo e guardá-lo comigo...
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I will not try to find the words to describe the colours of the end of the day, by the sea.
The feeling of the wind in my face.
My will to touch the horizon, take a bit of everything and keep it with me...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Árvores de Inverno / Winter trees
As árvores destacam-se nesta paisagem de Inverno seco. Destacam-se pelos ramos despidos de folhas, sem vislumbre da promessa da Primavera de calendário que se vai aproximando.
Poder-se-ia pensar que forma um quadro melancólico. Mas na realidade, não. Não é assim que as olho. Não consigo deixar de sentir um certo fascínio pelos ramos nus, expostos numa harmonia desconcertante.
O despojo não diminuiu a sua presença, os troncos continuam firmemente cravados na terra. Os galhos formam um bouquet sem flores. Sem flores, mas com toda a sua majestade intacta.
... Como que a lembrar que é a seiva que as torna belas.
.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.
The trees stand out in this dry winter landscape. Distinguished by branches stripped of leaves, no glimpse of the promise of Spring, approaching in the calendar.
This might be found has as a gloomy picture. But not really. I don't see them like that. I can't help but feel a certain fascination with their bare branches, displaying a disconcerting harmony.
The loss has not diminished their presence, the trunks remain firmly fixed on the ground. The branches form a bouquet without flowers. No flowers, but with all its majesty intact.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
The painting / O quadro
All of the sudden, I noticed it: the painting. In the wall in front of me, so quiet, on that waiting room.
That painting is quite intriguing.
A girl, seated on an old gramophone. Long black hair, strapped in tiny white laces. She seems to be very young.
Her eyes dominate the paiting, I just can't ignore them. Seated on that old piece, she seems to be defying someone, I don't know who, but I'm curious to know.
Her red shirt matches so perfectly with the darker red used in the back of the painting...
The gramophone has a tridimensional illusion, seeming as important as the girl. I guess music would be playing.
Perhaps the girl want's to dance, perhaps she has written a new song...
I guess I'll never know, the mystery will remain. Even after the lights are out.
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De repente, reparei nele: o quadro. Na parede em frente, tão quieto, naquela sala de espera.
Aquele quadro é deveras intrigante.
Uma rapariga, sentada num velho gramofone. Cabelo longo e preto, preso por pequenos laços brancos. Parece-me ser muito jovem.
Os olhos dela dominam a pintura. Simplesmente não consigo ignorá-los. Sentada naquela velha peça, parece desafiar alguém, não sei quem, mas estou curiosa.
A sua camisola vermelha combina perfeitamente com o vermelho mais escuro utilizado na base da tela....
O gramofone deixa uma ilusão tridimensional, parecendo tão importante como a rapariga. Suponho que se ouviria música a tocar. Talvez a jovem queira dançar, talvez tenha escrito uma nova música...
Suponho que nunca saberei, o mistério permanecerá. Mesmo depois de as luzes se apagarem.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Em tempo de balanço / Time to make a balance
2011 está a terminar. É inevitável fazer um balanço.
Não posso dizer que foi um ano fácil.
Mas todas as dificuldades são, simultâneamente, uma oportunidade. Oportunidade de reafirmação da nossa força e capacidade de luta, e de renovação de nós mesmos.
2011 foi, também, o fim de um ciclo.
Ao passar por mais esta porta, deixo atrás momentos menos bons, é certo. Arquivei-os no separador"Com isto aprendi que...". É lá que pertencem, é lá que devo fazer por mantê-los.
Os bons momentos e as pessoas que me os ofereceram, estão sempre comigo. Estejam perto ou longe. É delas que me lembro nos dias em que sou feliz. São elas que fazem sobressair o melhor de mim. São elas quem o merece.
Não espero que 2012 seja um ano apenas com bons momentos para contar. Porque a vida não é isso, mas sim uma balança.
Nos pratos da balança está por vezes o Bem e Mal. Mas, na maioria das vezes, não é assim tão simples. É difícil manter o equilíbrio, é difícil saber se a balança está equilibrada e, principalmente, é difícil saber a receita certa para a equilibrar.
A vida não tem um mapa, somos nós quem tem que encontrar o caminho. Ou caminhos. Cada dia é diferente.
Para 2012, desejo a todos que o caminho esteja iluminado, que por cada pedra que nos faça tropeçar, haja uma onde possamos sentarmo-nos a recuperar forças. Que mesmo que tenhamos que caminhar sob o sol quente, haja uma sombra no meio do percurso. E que possamos ir recolhendo as marcas da meta ao longo da estrada.
Em tempo de balanço, Feliz Ano Novo!
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2011 is coming to an end. It's inevitable to make a balance.
I can't say it's been an easy year.
But all difficult times are, at the same time, an opportunity. Opportunity to reafirm our strenght and habilty fo fight, and to renew ourselves.
2011 was, also, the end of a cicle.
Going through another door, I leave behind moments less good, it's true. I've filed them in the sheet "With this I've learned that...". That's where they belong, that's where I must keep them.
Good moments and the people who offered them to me, they are always with me. Wheter they are close or far. They are the ones I remember in the days I'm happy. They are the ones who excel the best of me. They are the ones who deserve it.
I don't expect 2012 to be a year with only good moments to tell about. Because life is not that, but it is a scale.
In the scale's arms, there is sometimes Good and Evil. But, most of the times, it's not that simple. It's hard to keep balance, it's hard to know if the scale is balanced and, mainly, it's hard to figure out the right recipe to balance it.
Life has no map, we are the ones who will have to find the way. Or ways. Each day is different.
For 2012, I wish to everyone that the path has a light, that for each rock that makes us stumble, there is one where we can seat on and regain streght. That even if we need to walk under hot sun, there is a shadow in the middle of the road. And that we can collect the marks of the finish line along the way.
In time of balance, Happy New Year!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Between the raindrops of chaos.../ Entre as gotas de chuva do caos...
I woke earlier then usual, and as I was trying to convince myself to get up, I tought..."When is this day going to end...???"
The day promissed to be caotic, the major public transport companies on stike, and a forecast of rain for the day... On the radio, they were confirming all this scenario, and I felt like curling up in my blanket and go back to sleep... But reality was calling, so I got up. I got to my car, ready to drive to work.
Was expecting a long line of traffic, relying on the radio to keep me company, during the waiting time... But while I listened about all the traffic lines in other roads, the cars ahead of me seemed to move normaly... And so they did, and I arrived the destination, a bit less upset by now... When I got of the car, it was raining, of course, but not not enough to cause a small flood, unlike the last rainy days.
At the end of the day I managed to return just as easily as I got there in the morning...
And why am I telling you all this...? Because sometimes, when the jorney promisses to be bad, there is a surprise waitting, and we can get away between the raindrops of chaos....
"Anyone who thinks sunshine is pure happiness, has never danced in the rain..."
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Acordei mais cedo que o costuma, e enquanto tentava convencer-me a levantar-me, pensei: "Quando é que este dia vai acabar...???"
O dia prometia ser caótico, as principais empresas de transportes públicos em greve, previsões de chuva para o dia... No rádio, os locutores confirmavam este cenário, e eu senti vontade de me enroscar no cobertor e voltar a dormir... Mas a realidade chamava-me, e então levantei-me. Dirigi-me ao carro, pronta para o conduzir para o trabalho.
Esperava uma longa fila de trânsito, contando com o rádio para me fazer companhia, durante o tempo de espera... Mas enquanto ouvia sobre as filas de trânsito noutros percursos, os carros à minha frente pareciam movimentar-se normalmente.... E assim era, e cheguei ao destino, um pouco menos irritada agora... Quando saí do carro, chovia, mas não o suficiente para causar uma pequena inundação, como nos últimos dias de chuva.
No final do dia, consegui voltar com a mesma facilidade que cheguei de manhã...
E porque vos conto tudo isto...? Porque, por vezes, quando a viagem promete ser má, uma surpresa espera-nos, e conseguimos escapar entre as gotas de chuva do caos...
"Quem pensa que um dia de sol é pura felicidade, nunca dançou à chuva..."
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