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domingo, 20 de setembro de 2015

Libertar-me-nos!



One must let go of fear in order to go within and find our peacefull inner Self.

***

Precisamos libertar-nos do medo e viajar para dentro de nós, de forma a encontrarmos o nosso Eu interior que está em paz.

*

Isa Lisboa

terça-feira, 21 de julho de 2015

Atalhos

Foto: www.pixabay.com

Por vezes temos que percorrer um caminho até ao fim para encontrar outros caminhos. Se não aprendermos a lição que aquele nos reserva, atalho algum nos fará sair dele.

Isa Lisboa

domingo, 3 de maio de 2015

Limpeza de Primavera

Limpeza de Primavera. É um ritual que tendemos a seguir todos os anos, com mais ou menos profundidade. Por vezes apenas mudamos a roupa de Inverno para o fundo dos armários e gavetas e trazemos para mais perto a roupa mais fresca.

Outras vezes, precisamos ir mais além e libertar espaço. Algumas roupas, papéis, acúmulos diversos, vão sendo tirados do sítio onde os deixámos esquecidos. Percebemos, quando lhes pegamos, que são roupas que já não nos servem, ou que já não dão bem connosco. Papéis que já não nos dizem nada e que já nem sabemos bem porque guardámos. Decidir que é hora de os deitar fora, nem sempre é fácil. Aquele item já não nos serve, mas serviu durante tanto tempo, será que é boa ideia deitar fora? E se eu ainda vier a precisar dele? Agora não preciso, já não preciso há muito tempo, mas quem sabe, não é? E aquela camisola, é quentinha, já há muito tempo não a visto, mas é quentinha, aqueceu-me em alguns invernos, que desperdício parece deitá-la fora.

São dúvidas que assaltam as limpezas de primavera, mas quando decidimos deixar ir aquilo de que já não precisamos, descobrimos que os armários ficam mais leves. As gavetas já vão fechar mais facilmente e os armários já não nos parecerão atafulhados.

E, mais importante que isso, ficámos com espaço para coisas novas. Talvez agora possamos comprar um vestido novo, aquele que vimos na montra, mas que achámos “oh, já tenho tanta roupa!” E quando o formos experimentar, talvez até iremos descobrir que nos fica bem e que nos faz sentir ainda melhor vermo-nos com ele. Ou talvez decidamos apenas aproveitar por mais tempo o espaço agora livre.

Também assim é com o nosso coração, com a nossa alma. Quando percebemos que existem sentimentos, mágoas, hábitos, situações, enfim até pessoas, que nos prendem, demos o primeiro passo. Mas talvez alguns desses sentimentos ou situações sejam como aquela camisola que não sabíamos se devíamos deitar fora. Durante vários invernos vestiram-nos, aqueceram-nos, protegeram-nos até! Sentimos de alguma forma que estamos a ser ingratos, agora, querendo mandá-los embora. E eles parecem lembrar-nos de que precisámos tanto deles no passado. Agora não preciso, dizemos nós. Mas podes precisar de novo, és frágil, dizem eles.

Sejamos, no entanto, verdadeiros connosco: tal como a camisola, se já não somos felizes com eles, porquê mantê-los por perto? Seremos mesmo frágeis ou eram essas vozes que nos faziam frágeis? Não seriam essas vozes apenas analgésicos, que nos impediam de querermos arrumar o armário da nossa mente e do nosso coração?

Se reconhecemos que acumulámos “tralha” emocional, está agora na altura de a deixar ir. Sem amargura e sem olhar para trás. Não interessa a voz que diz que não conseguimos. Ela está apenas com medo. Por isso se debate. Porque sabe que agora estamos mais fortes, depois de a termos reconhecido e de termos percebido o quanto dela não somos nós.


Vamos deixar ir tudo o que já não precisamos. Ficaremos mais leves. Mais felizes. E pensem no espaço que ficará para o novo!


domingo, 19 de abril de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

Jardins do pensamento

Diz-me a sabedoria que devo escolher as sementes do meu pensamento, para que se tornem em florido jardim ao contrário de árido hectare de ervas daninhas.

Empenhada em cuidar do meu jardim, há no entanto dias em que decido pegar no regador e apenas deixar a água correr...

A água acaba sempre por chegar onde é precisa...!

Foto: www.pixabay.com



segunda-feira, 16 de março de 2015

A maior empreitada da nossa vida

Não há maior empreitada na nossa vida que a nossa felicidade.

Concordas?

Já colocaste a primeira pedra?

Imagem: www.pixabay.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pontos de vista


Este vestido tem feito correr tinta na internet, pelo simples facto de que algumas pessoas não têm dúvidas de que o vestido é branco e dourado e outras, como eu, vêm-no azul e preto.

São já avançadas algumas explicações, (por exemplo aqui). Terá a ver com a constituição do globo ocular de cada um de nós e com a forma como cada um de nós reage e processa a luminosidade.

Ou seja, ambos os "lados" parecem ter razão, por mais estranho que possa parecer imaginar que alguém vê branco e dourado onde eu vejo azul e preto.

Pôs-me esta polémica a pensar que haverá por aí muitso vestidos destes. Deixo-vos, por isso, uma sugestão de exercício. Da próxima vez que entrarmos numa troca de argumentos com alguém, em que não se chegue a acordo de forma a alguma... Lembremo-nos deste vestido! ;)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Medo - Inimigo ou sinal?

Foto: www.pixabay.com

À medida que o sonho se espraia à nossa frente, realizando-se passo a passo e materializando-se um dia de cada vez, somos invadidos pos sensações de expectativa, entusiasmo e antecipação. E é então que, inesperadamente, do fundo do estômago, surge o medo. Não entendemos porquê. Porquê naquele momento. E por vezes só queremos explusá-lo à paulada e outras vezes ficamos ali, a olhar o abismo da dúvida, e perguntamo-nos se o medo terá razão e se será melhor voltar atrás.

Mas...e se o medo apenas estiver ali para ver a nossa reacção? A desafiar-nos a desafiá-lo? Ou - ideia ainda mais estranha, a que me ocorre - a dizer-nos que aquele é o caminho certo? Afinal, se não for importante, se não for o caminho que preciso, porque terei medo de o perder?


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Caminhar

Desde que Caminhemos, o Caminho acabará por se revelar.

Mas não esqueçamos da palavra mais importante desta frase: Caminhar. 

Porque haverá quem nos alumia o caminho, quem no-lo indica, quem até nos segure na mão, apoiando-nos na travessia. 

Mas Caminhar, apenas cada um de nós o pode fazer!

Foto: Autor não identificado



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Pensamentos apenas IX

Foto: www.pixabay.com

E se não existir início nem fim e tudo for uma eterna viagem para desfrutar e aprender? 

sábado, 8 de novembro de 2014

Pensamentos apenas VIII

Kawika Singson, simplicity


Uma gota de chuva caída na folha de uma planta, à espera de ser absorvida pelo sol. Um momento de beleza.

Porque nos concentramos tanto no que o mundo tem de triste?


Isa Lisboa

domingo, 28 de setembro de 2014

Pensamentos apenas VII

E se num dia de sol desatar a chover… 

Olha à tua volta e procura o arco-íris.

Foto: Arco Íris sobre Dublin_bea y fredi

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

domingo, 6 de julho de 2014

Pensamentos apenas V

Imagem: Google

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Por que janela olhas?

Pela que construíram para ti?

Ou pela que abriste sobre ti próprio?

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sábado, 7 de junho de 2014

Pensamentos apenas IV

Free souls embrace_ Pink Sherbet Photography

Quando precisamos, há sempre uma mão que se estende. Resta depois a nossa opção de a agarrar ou de fechar a nossa própria.

sábado, 10 de maio de 2014

Raízes

Há dias decidi mudar de vaso uma das plantas da minha varanda. Era uma tarefa que tinha vindo a adiar... O vaso estava já meio partido, já há algum tempo que a terra daquela planta não era trocada. Precisava mesmo do transplante. Mas a planta continuava a aparentar estar bem, continuava verde, parecia saudável. Não me parecia urgente.

Mas ao libertá-la finalmente daquele vaso, vi que que a sua base se tinha tornado num vaso de raízes. Pesadas. Apertando-se umas às outras. Pareciam sufocar a própria terra, a tal ponto que parecia não haver espaço para ela. E algumas das raízes estavam secas e sem vida. Puxei-as, e algumas cederam com facilidade. Assim encontrei também espaço para retirar a terra que envolviam. 

Neste momento, a planta já está num vaso novo, com terra nova. E, parece-me a mim, mais feliz e mais saudável. Com as raízes que estavam saudáveis. Que parecem estar a fincar-se bem à terra. Pelo sim, pelo não, vou dando uma vista de olhos mais atenta nos próximos tempos.

E, enquanto isso, parti o meu próprio vaso e ando à procura das raízes que já não são minhas e que já não levam a seiva. Depois é só ter força para as arrancar. 

Foto: por Isa Lisboa



domingo, 4 de maio de 2014

Ainda a Liberdade

Foto: correntes-paraty_Ricardo Castro
…Ainda a liberdade.
Vi há pouco tempo o filme Rio 2. Uma das personagens tem-me feito pensar, especialmente nestes dias recentes em que celebramos dias representativos de renovação e liberdade.
O personagem era um papa-formigas que trabalhava para um humano num mercado de rua, dançando para os turistas. Estava preso à bancada em cima da qual exibia, sob ameaça esse seu talento.
Na banqueta ao lado, actuava um dos vilões da história que, após algumas peripécias, acaba por se libertar, a ele e aos outros animais do jugo humano.
Ora é aqui que a reviravolta na história não se dá para o nosso papa-formigas.
Porque a partir daqui ele continua a acompanhar o vilão e fica agora refém das ordens deste, sem sequer precisar de corda.
Desde transportá-lo no dorso até seguir as suas ordens em tarefas de vingança, o papa-formigas encontra um novo opressor, sem parecer perceber isso e, até, aceitando a sua sorte.

Sendo esta personagem uma caricatura, ainda assim tem-me feito perguntar: E nós, lidamos assim tão bem com a nossa liberdade?

domingo, 6 de abril de 2014

A Terra do Nunca

Foto: Google
Todos conhecem a história de Peter Pan e da Terra do Nunca. E eu acho que também todos nós já tivémos um lado Peter Pan, o menino que não queria crescer, e que na Terra do Nunca inventava novos jogos e pensamentos felizes, que o fizessem voar, sempre rumo a novas aventuras.
Também alguns conhecerão o filme "Hook", que conta que um dia ele não quis voltar à Terra do Nunca e ficou em Londres, onde casou com a neta de Wendy, com quem teve dois filhos. Com o passar dos anos, ele esqueceu-se de como se voava, de cantar como o galo, dos combates com os piratas, de tudo na Terra do Nunca.
Tornou-se em tudo um adulto diferente do Pan que tinha sido, um pai que começava a ficar cada vez mais ausente, um profissional que não olhava aos meios, desde que atingisse os fins.
Numa das primeiras cenas do filme, Wendy diz-lhe, triste, "Meu Deus, Peter, tornaste-te no Capitão Gancho!".
Um dia, os seus filhos são raptados e um bilhete manuscrito preso na parede acaba por levá-lo de novo á Terra do Nunca. Lá, deveria enfrentar o seu arquiinimigo, o Capitão Gancho. Só assim conseguiria salvar os seus filhos.
E é assim que, com a ajuda de Sininho e dos meninos perdidos, ele acaba por recordar como voar, cantar como o galo, e deixar a imaginação fluir.
Estas personagens têm algo de real, pois todos nós já fomos Peter Pan, e todos nós nos sentimos tentados a deixar-nos crescer como ele cresceu no filme "Hook".
Mas se é inevitável - e até necessário - que nos tornemos adultos, também acredito que devemos permitir-nos de vez em quando  até à nossa Terra do Nunca. Aquele lugar em que nunca crescemos, continuamos puros, e conseguimos voar ao invocar um pensamento feliz. Um lugar onde há piratas, mas em que combatê-los, será sempre uma grande aventura!
Por hoje, pouso a minha caneta e vou até lá! Espero encontrar-vos!
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