A meio de um qualquer dia comum, um pequeno acontecimento passa talvez despercebido de todos, mas faz-me parar e pensar. Faz-me parar, como me fazem parar os grandes acontecimentos que abrem o noticiário do dia. ------- In the middle of any common day, a small event goes maybe unnoticed by everyone, but it makes me stop and think. Makes me stop, like the events that open the days's news.
sábado, 17 de março de 2012
Berço
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Isa Lisboa
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3/17/2012 11:15:00 da manhã
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terça-feira, 13 de março de 2012
Final de dia / End of the day
Não vou tentar procurar palavras que descrevam as cores do fim do dia, junto ao mar.
A sensação do vento no meu rosto.
A minha vontade de tocar no horizonte, pegar num pouco de tudo e guardá-lo comigo...
A sensação do vento no meu rosto.
A minha vontade de tocar no horizonte, pegar num pouco de tudo e guardá-lo comigo...
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I will not try to find the words to describe the colours of the end of the day, by the sea.
The feeling of the wind in my face.
My will to touch the horizon, take a bit of everything and keep it with me...
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Isa Lisboa
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3/13/2012 06:17:00 da tarde
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segunda-feira, 5 de março de 2012
A reforma admnistrativa e o dilema das pontes / The administrative reform and the bridges dilemma
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| Pontes?, Foto da Web |
Vi ontem uma reportagem sobre a reforma admnistrativa das freguesias em Portugal. O jornalista percorreu algumas das aldeias candidatas a fusões - aldeias ou lugares urbanos, como algumas passarão a designar-se.
A maioria dos habitantes mostrava-se insatisfeita com a possibilidade de deixar de ter a sua freguesia e ser integrada na freguesia vizinha.
Um dos argumentos é que a mudança trará uma diminuição dos fundos alocados pelo município à "nova" freguesia.
Tendo nascido numa aldeia, ouvi várias vezes este argumento, seja por questões de cor política ou apenas por - imagino que seja esta a justificação muitas vezes - questões de (magro) orçamento.
Mas outra questão mais premente se levantou nos testemunhos da maioria dos entrevistados. Questão também habilmente abordada com característico e acutilante humor na rubrica de um conhecido programa de rádio: o bairrismo e a gestão das diferenças culturais que poderão ser obrigadas a conviver administrativamente. Falou-se de identidade, mas nestes relatos ficam muitas vezes subjacentes velhas querelas, talvez daquelas que já ninguém se lembra como tiveram origem.
E tudo isto para chegar ao dilema das pontes...Lembrei-me dele, ao ouvir estas duas peças dos media... O dilema das pontes, comum a aldeias, cidades, países: de porque é que aperfeiçoámos a forma de construir pontes entre margens e por vezes ainda parece que nos esquecemos de avançar na (re)construção de pontes entre dois Homens, que moram a dois passos...
Mas outra questão mais premente se levantou nos testemunhos da maioria dos entrevistados. Questão também habilmente abordada com característico e acutilante humor na rubrica de um conhecido programa de rádio: o bairrismo e a gestão das diferenças culturais que poderão ser obrigadas a conviver administrativamente. Falou-se de identidade, mas nestes relatos ficam muitas vezes subjacentes velhas querelas, talvez daquelas que já ninguém se lembra como tiveram origem.
E tudo isto para chegar ao dilema das pontes...Lembrei-me dele, ao ouvir estas duas peças dos media... O dilema das pontes, comum a aldeias, cidades, países: de porque é que aperfeiçoámos a forma de construir pontes entre margens e por vezes ainda parece que nos esquecemos de avançar na (re)construção de pontes entre dois Homens, que moram a dois passos...
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Yesterday I saw a story about the admnistrative reform on portuguese municipalities. The journalist went by some of the villages who are candidates to fusions - villages or urban places, the way some will probably be called.
Most inhabitants were not satisfeid with the possibility that they're municipality would disapear, and be integrated in the one nextdoor.
One of the arguments is that the change will bring a reduction in the funds allocated by the central services to the "new" municipality.
I was born in a village, so, I've heard this argument several times, being due to political colours or - I image this is the reason most of the times - issues of (shrunken) budget.
But another question, more pressing one, has come out in the testimonies of most respondents. Question also adresseded with an acute and caractheristic sense of humour in a known radio show: neighbourhood and the managment of cultural differences which may be forced to live side by side, administratively. They spoke of identity, but in these descriptions, many times, the underlying question is old quarrels, maybe the ones nobody remenbers how they started.
And all this to came to a point: the bridges dilemma... I've remembered about it, earing this two media pieces. The bridges dilemma, common to villages, cities, countries : about why did we perfect the way to build bridges between river banks... and sometimes it still seems that we've forgotten about (re)building bridges between two Men, who live two steps away...
But another question, more pressing one, has come out in the testimonies of most respondents. Question also adresseded with an acute and caractheristic sense of humour in a known radio show: neighbourhood and the managment of cultural differences which may be forced to live side by side, administratively. They spoke of identity, but in these descriptions, many times, the underlying question is old quarrels, maybe the ones nobody remenbers how they started.
And all this to came to a point: the bridges dilemma... I've remembered about it, earing this two media pieces. The bridges dilemma, common to villages, cities, countries : about why did we perfect the way to build bridges between river banks... and sometimes it still seems that we've forgotten about (re)building bridges between two Men, who live two steps away...
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Isa Lisboa
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3/05/2012 11:53:00 da tarde
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Árvores de Inverno / Winter trees
As árvores destacam-se nesta paisagem de Inverno seco. Destacam-se pelos ramos despidos de folhas, sem vislumbre da promessa da Primavera de calendário que se vai aproximando.
Poder-se-ia pensar que forma um quadro melancólico. Mas na realidade, não. Não é assim que as olho. Não consigo deixar de sentir um certo fascínio pelos ramos nus, expostos numa harmonia desconcertante.
O despojo não diminuiu a sua presença, os troncos continuam firmemente cravados na terra. Os galhos formam um bouquet sem flores. Sem flores, mas com toda a sua majestade intacta.
... Como que a lembrar que é a seiva que as torna belas.
.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.
The trees stand out in this dry winter landscape. Distinguished by branches stripped of leaves, no glimpse of the promise of Spring, approaching in the calendar.
This might be found has as a gloomy picture. But not really. I don't see them like that. I can't help but feel a certain fascination with their bare branches, displaying a disconcerting harmony.
The loss has not diminished their presence, the trunks remain firmly fixed on the ground. The branches form a bouquet without flowers. No flowers, but with all its majesty intact.
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Isa Lisboa
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2/28/2012 11:42:00 da tarde
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Estranha forma de amor / Strange way of love
"Era um homem sui generis: nunca beijou a sua mulher, mas matou o primeiro homem que o fez."
Consigo imaginar este homem, preso na distância (auto)imposta, surdo pelo silêncio que ordenou a si próprio.
Ou talvez não, talvez seja apenas o meu eterno optimismo a falar.
Talvez ele não pensasse no que é ou podia ser, apenas no que parece e não pode parecer.
Estranha forma de amor esta. Amor...?
.......................................................
"He was a sui generis man: never kissed his wife, but killed the first man who did it."
I can imagine this man, trapped in the (self)imposed distance, deaf by the silence he instructed him self.
Or maybe not, maybe it's only my eternal optimism talking.
Maybe he wasn't thinking about what it could be, only about what it appears to be and cannot be seen.
Strange way of love, this one. Love...?
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Isa Lisboa
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2/12/2012 04:44:00 da tarde
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Chá de manteiga / Butter tea
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| Imagem da web |
A mente é como uma chávena de chá de manteiga. Se não parares de deitar chá, ela transborda. E para vermos a verdade, é necessário esvaziar a chávena. Num mundo em que é tão fácil transbordar, foi bom recordar este pedaço de sabedoria.
The mind is like a cup of butter tea. If you don't stop pouring tea, it will overflow. And, in order to see the truth, we must empty the cup. In a world were it is so easy to overflow, it's been nice to remember this piece of wisdom.
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Isa Lisboa
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2/06/2012 11:29:00 da tarde
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Frio / Cold
Hoje está frio. Sinto-o na pele.
Na TV, fala-se de estatísticas, fazem-se títulos com a palavra pobreza.
São números e palavras, que não expressam o sentido.
O olhar de uma criança que olha para mim, com olhos tristes. Diz-me uma frase tão simples, vê algo naquela pessoa sentada naquele banco de jardim. Naquela fracção de tempo fico surpreendida. A frase ecoa, no entanto. Levantou-se a correr, foi embora com os pais, que a chamaram apressadamente. Não pude saber como se chamava a pequena boneca de cabelos desgrenhados, com poucas roupas, se tivesse expressão nos olhos, seria certamente tão triste como o das mãos que a seguravam.
Recuo mais no tempo, até ao Santuário de Fátima, estou no meio do recinto. Um homem e um menino à distância, distância suficiente para ver o homem a gritar com o filho, a empurrá-lo sem cuidado. Até que vê quem ali procurava, turistas. E aproxima-se, agora com a criança pela mão, fazendo certamente um discurso estudado e gasto. Estava num local de culto, mas não era Deus quem segurava a mão daquela criança, era um homem. Um homem em quem vi a pobreza que não vejo na TV. Aquela que não se vê... Não por estar escondida, mas porque não se mede em números...
Hoje está frio. Sinto-o nos ossos, sinto-o na alma!
/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/-/
Today it is cold. I can feel it in my skin.
On TV, they talk about statístics, headlines with the word poverty.
It's numbers and words, which do not show the meaning.
The look on a child's face, looking at me, with her sad eyes. She tells me something so simple, she sees something in that person, seating next to her on that bench. In that time fraction, I'm surprised. The sentece made an eco, though. She got up, running, went to her parents, who called her, in a hurry. I couldn't know what was the name of the little doll with messy hair, with so few clothes, if she had any expression in her eyes, it would certainly be as sad as the one in the hands holding it.
Further back in time, I'm in Fátima's Sanctuary, in the middle of the area. A men and a boy, far, far enough so that I can see him shouting at his son, pushing him careless. And then he sees what he's looking for: tourists. And he goes closer, now holding the child's hand, certainly making a studyied ang used speech. I was in a place of worship, mas God wasn't the one holding the child's hand, it was a men. A men in who I saw the poverty I can't see in TV. The one that is not seen... Not because it's hidden, but because it can't be measured in numbers....
It is cold today. I can feel it my bones, I can feel it in my soul!
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